Balanço do estudo Jovens no Pós-Secundário em 2016 - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-11-23 às 10h16

Balanço do estudo Jovens no Pós-Secundário em 2016

O estudo Jovens no Pós-Secundário em 2016 - percursos de Inserção Escolar e Profissional permite constatar um aumento significativo, por um lado, dos jovens que prosseguem estudos depois de concluir o secundário e, por outro, da empregabilidade dos jovens que concluíram cursos profissionais, assinalando-se ainda uma redução no número daqueles que deixaram os estudos e que estão à procura de emprego.

O estudo promovido pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência, no âmbito do projeto Observatório de Trajetos dos Estudantes do Ensino Secundário, analisa trajetos escolares dos alunos através da aplicação de três questionários em três momentos distintos do percurso do ensino secundário: à entrada, à saída e no pós-secundário, neste caso, catorze meses após a conclusão esperada do 12.º ano. 

As modalidades de ensino abrangidas por estes momentos de inquirição incluem: Cursos Cientifico-Humanísticos, Profissionais, Tecnológicos, Vocacionais, de Educação e Formação, e ainda Ensino Artístico Especializado.

O inquérito aos jovens no pós-secundário 2016 foi aplicado ao universo de respondentes do inquérito «Estudantes à saída do secundário 2014/15», com participação responsiva de 16186 jovens, que frequentaram o ensino secundário num total de 726 escolas - públicas e privadas - de Portugal continental. 

A conclusão do ensino secundário marca um momento de passagem na vida dos jovens, que pode significar a continuação de estudos ou a integração no mercado de trabalho, sendo de realçar que, independentemente de terem completado um curso secundário cientifico-humanístico ou profissional, a grande maioria, quase 90%, consideram que o secundário prepara para o prosseguimento de estudos e que é uma vantagem.

Para os jovens que concluem cursos cientifico-humanísticos a competência que consideram mais desenvolvida no final dos estudos é «ajudar a assumir responsabilidades», ao passo que nos cursos profissionais, a competência mais enfatizada é «trabalhar de forma autónoma».

Cursos pós-secundários

Segundo o estudo, independentemente de estarem ou não a trabalhar, a maioria dos jovens encontrava-se a frequentar cursos pós-secundários, representando um aumento de mais de cinco pontos percentuais em comparação com 2014.

A possibilidade de encontrar um emprego (46,8%) e de exercer a profissão desejada (43,8%) foi o que mais levou os jovens a prosseguirem estudos, destacando-se ainda os casos dos jovens dos cursos profissionais, que continuaram a estudar para facilitar a integração no mercado de trabalho, e os dos cursos tecnológicos por quererem desempenhar a profissão desejada. 

Será de registar que 75,4 % dos jovens que terminam o ensino secundário decidem começar a trabalhar para alcançar independência financeira.

Os jovens que mais se encontram inseridos no mundo laboral são dos cursos profissionais (54,3%) e os dos cursos de educação e formação (53,0%), e a integração no mercado de trabalho dá-se maioritariamente antes de terminarem o curso (39,6%) ou imediatamente após o final do curso (31,2%).

Aumento na empregabilidade após final do curso

De notar ainda que se registou um aumento na percentagem dos jovens que começaram a trabalhar após o final do curso e um decréscimo daqueles que começaram a trabalhar mais tarde, comparativamente com 2014. Quanto ao trajeto profissional, 42,3 % começou a trabalhar seis ou mais meses após o final do curso e 39,2% imediatamente a seguir. 

No plano dos trajetos de transição, assinalam-se os dados relativos aos Jovens Nem Nem, que não estudavam nem trabalhavam, representando neste estudo 5,9% do total de respondentes. Comparando com os dados recolhidos em 2014, constata-se que existiu uma redução na percentagem de jovens que se encontravam nesta situação (5,9% face a 9,5%).

No que respeita à influência do meio, continuando este a condicionar as escolhas dos jovens, nota-se que há cada vez mais jovens oriundos de famílias com o 1º ciclo do ensino básico que se encontram apenas a estudar, evidenciando-se uma tendência para a valorização do percurso escolar.

Nesta quinta edição do questionário, que tem vindo a ser bem acolhido junto do público-alvo, registando-se, desde 2010, um crescimento contínuo na taxa de resposta, pode ainda ler-se que mais de 85% dos jovens inquiridos reconhece que concluir os estudos secundários é uma mais-valia para conseguir trabalho.