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Notícias

2019-07-02 às 16h06

Área ardida reduziu-se 47 % no primeiro semestre de 2019

A área ardida em Portugal no primeiro semestre deste ano reduziu-se  47 % relativamente à média dos últimos 10 anos, disse o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, numa declaração à imprensa em Sabrosa. 
 
«No primeiro semestre deste ano, tivemos 5012 incêndios que felizmente não foram notícia nas televisões, porque houve capacidade de resposta, eliminando-os logo nas primeiras horas», afirmou o Ministro.
 
Eduardo Cabrita disse que, nos primeiros seis meses de 2019, foram registados menos 24% incêndios rurais e menos 47% de área ardida. No ano passado já tinha havido uma redução de 68% de área ardida, relativamente à média dos últimos 10 anos.
 
Segundo a Diretiva Operacional Nacional - que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais - nos próximos três meses vão estar prontos a intervir 11 492 elementos, 2 653 equipas e 2 493 veículos dos vários agentes presentes no terreno.
 
Eduardo Cabrita referiu que este dispositivo apresenta «a maior dimensão que alguma vez teve» e com « flexibilidade de resposta», acrescentando que os meios estão a ser balanceados em funções dos níveis de risco.
 
Nas semanas mais recentes, os níveis de risco foram mais elevados no Algarve e Baixo Alentejo e para os próximos dias estão identificadas situações de risco muito elevado no Interior Norte e Centro, fundamentalmente na Beira Interior, Trás-os-Montes e Douro, e o dispositivo atual «está preparado para reagir».
 
Quanto aos meios aéreos, o Ministro reiterou que, se for necessário, serão feitos ajustes diretos para aquisição de mais meios, acrescentando que a capacidade operacional do País já foi demonstrada em 2018 e continuará a ser demonstrada em 2019.
 
O Ministro referiu-se ainda à operação Floresta Segura 2019, no âmbito da qual a GNR identificou 31 582 situações de incumprimento de limpeza dos terrenos à volta do edificado e notificou todos os proprietários e os presidentes de Câmara das respetivos municípios sobre essas situações.
 
«O objetivo não é aplicar coimas, é incentivar a limpeza. As coimas não salvam vidas nem protegem bens, o que protege bens e salva vidas é a mobilização efetiva do esforço de limpeza», disse Eduardo Cabrita.
 
Comunidade Intermunicipal do Douro
 
O Ministro, que esteve reunido com os presidentes de Câmara da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), no âmbito do Roteiro MAI, referiu que estão identificadas 129 freguesias prioritárias ou de risco elevado de incêndio espalhadas pelos municípios durienses, 79 das quais consideradas de primeira prioridade e 50 de segunda prioridade. Apenas Mesão Frio não tem freguesias de risco. A CIM Douro tem 23 equipas de intervenção permanente, das quais sete foram criadas nos últimos anos.
 
Eduardo Cabrita referiu também que vai ser feito um investimento de cerca de 6,5 milhões de euros em infraestruturas e equipamentos para as forças de segurança da CIM Douro, dos quais 2,5 milhões de euros são destinados à GNR e quatro milhões de euros à PSP.
 
«Temos identificadas quais são as prioridades, discutimos hoje com as câmaras municipais os investimentos a fazer em postos da GNR em vários municípios (…) e temos também intervenções no âmbito da PSP», afirmou Eduardo Cabrita, após encontro com os 19 autarcas que compõem o CIM Douro.
 
O Ministro disse que estes «objetivos vão ser cumpridos até 2021», mas que outras situações entretanto identificadas «poderão ser colocadas em programas de investimento que irão, em alguns casos, para lá de 2021».
 
De acordo com o previsto, vão ser aplicados 1,2 milhões de euros na construção de raiz de um posto territorial para a GNR de Alijó, no centro desta vila e em terrenos cedidos pela autarquia local, 500 mil euros na beneficiação geral do posto de Murça, também 500 mil euros no posto de Sabrosa e 350 mil euros em Carrazeda de Ansiães.
 
Em Vila Real, está previsto um investimento de quatro milhões de euros na construção de raiz de instalações para o comando distrital da PSP.
 
A Lei de Programação das Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança, aprovada em 2017 e a concretizar até 2021, prevê um investimento de 450 milhões de euros para todo o País, a ser aplicado em viaturas, armamento, equipamento informático, de proteção individual e infraestruturas.