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2019-07-18 às 15h33

Aproveitar «todo o potencial» do território para manter crescimento económico

Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, na celebração de um protocolo de cooperação para execução do Projeto Integrado de Intervenção - Reabilitação e Revitalização da Zona de Fronteira de Vilar Formoso, Almeida, 18 julho 2019
O Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, salientou que Portugal tem de ser capaz de aproveitar «todo o potencial» do território para manter a trajetória de crescimento económico dos últimos anos.

Na Guarda, na cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre o Instituto dos Registos e do Notariado e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas para instalação do Arquivo de Registo Automóvel de Lisboa naquela cidade, Siza Vieira realçou a importância da coesão social e territorial.

«Quando o programa do Governo lançou a ideia de construir um País que cresça do ponto de vista económico, mas que o faça com coesão social e com coesão territorial, é com a convicção de que está ao nosso alcance construirmos um futuro mais próspero para o País, pormos a economia a crescer e assegurarmos que continuamos numa senda de convergência com a Europa», afirmou.

O Ministro frisou que Portugal está a crescer mais do que a União Europeia pelo terceiro ano consecutivo mas reiterou a importância de garantir a redução das desigualdades e a coesão territorial para potenciar a trajetória positiva: «Não é possível assegurarmos estes níveis de crescimento se não aproveitarmos todo o potencial do nosso território, todo o potencial das nossas gentes», acrescentou.

«Continuar a crescer sustentadamente, a partir daqui, implica valorizar todo o nosso território, aproveitar todo o potencial do nosso território», disse Siza Vieira, referindo que atrair investimento que crie emprego, fixe pessoas e atraia pessoas para o interior «é uma componente essencial deste movimento de crescimento».

Pedro Siza Vieira sublinhou ainda que «assegurar serviços públicos de qualidade a todos os concidadãos é uma condição de coesão territorial, de redução das desigualdades». «E a administração pública e as políticas públicas têm um papel essencial a desempenhar nesse plano», disse.

Vilar Formoso como «sala de visitas de Portugal»

O Ministro Adjunto e da Economia participou também na celebração de um protocolo de cooperação para execução do Projeto Integrado de Intervenção - Reabilitação e Revitalização da Zona de Fronteira de Vilar Formoso, devido à construção do troço final da autoestrada A25 de ligação entre Vilar Formoso e a fronteira.

Em Almeida, na Guarda, o Ministro referiu o objetivo de «assegurar que os milhões de viajantes que passam por Vilar Formoso, todos os anos, encontrem pretextos para ali parar».

«Transformar Vilar Formoso na sala de visitas de Portugal», assumiu Pedro Siza Vieira como meta, afirmando que está prevista a requalificação da área de localização dos camiões de mercadorias e a criação de «um grande posto de turismo».

O Ministro sublinhou que os viajantes que procuram Portugal «devem parar ali [na vila fronteiriça] para conhecerem melhor o País e, a partir daí, encontrar outros motivos de interesse».

Conclusão de autoestrada é «uma grande oportunidade»

A construção do troço final da autoestrada A25, que ligará Vilar Formoso à fronteira com Espanha, «é mesmo uma grande oportunidade».

«Temos é de criar as condições para que essa oportunidade se transforme mesmo em atividade económica, em criação de empregos e mais prosperidade para a população da região», salientou o Ministro.

O protocolo assinado define os projetos considerados estruturantes para o lançamento do estudo de viabilidade do Projeto Integrado de Intervenção - Reabilitação e Revitalização da Zona de Fronteira de Vilar Formoso, que envolve também a área governativa das Infraestruturas e da Habitação.

A empreitada representa um investimento de 13,2 milhões de euros e compreende a execução de um troço com 3,5 quilómetros de perfil.

Em Almeida decorreu também hoje a cerimónia de assinatura do protocolo para instalação, em Seia, do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo.