«A quase omnipresença do plástico tem de ser repensada» - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-05-25 às 8h24

«A quase omnipresença do plástico tem de ser repensada»

Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, na assinatura de protocolos para lançamento de campanhas para reduzir uso de plástico, Lisboa, 24 maio 2018 (Foto: António Pedro Santos/Lusa)
«A quase omnipresença do plástico tem de ser repensada», afirmou o Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, na cerimónia de lançamento de uma campanha de sensibilização para a redução de plástico que envolve quatro entidades, sendo uma delas a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, em Lisboa.

O Ministro afirmou que há «muito caminho» para sensibilizar consumidores, indústria e comerciantes, dando como exemplos os restaurantes que oferecem talheres de plástico sem que sejam pedidos, as colheres de plástico que acompanham o café mesmo para quem não usa açúcar, os pacotes de leite terem sempre uma palhinha de plástico agarrada.

«A adoção de práticas em que o plástico seja retirado e deixe de ser abusado o seu uso é muito importante. Todos nós somos confrontados, muitas vezes sem pedir, com o abuso do plástico e isso é uma coisa que tem de ser alterada. Plástico tem origem em combustíveis fosseis e temos que usar menos plástico e fazer um uso que garanta a reciclabilidade», disse Matos Fernandes.

O Ministro recordou que 4% do consumo de petróleo foi usado na fabricação de plástico em 2014, e que será 20% em 2050, afirmando que «continuamos a assistir a uma escalada na produção e consumo do plástico». 

Matos Fernandes sublinhou que um saco de plástico demora um segundo a ser produzido, tem 20 minutos de vida útil em média e leva 450 anos a decompor-se. 

As quatro campanhas à assinatura de cujos protocolos o Ministro presidiu, são financiadas pelo Fundo Ambiental sob o tema «Repensar os Plásticos na Economia: Desenhar, Usar, Regenerar».

Além da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, concorreram ao aviso do Fundo Ambiental e vão desenvolver projetos a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), a empresa de consultoria em ambiente e sustentabilidade BioRumo, e a empresa de tecnologia de moldes Ernesto São Simão.