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Notícias

2019-07-13 às 14h12

«A diáspora é uma poderosa rede global que temos de ser capazes de articular dentro dos novos espaços económicos regionais»

Primeiro-Ministro, António Costa, no Congresso Mundial da Diáspora, Porto, 13 julho 2019 (DR)
«A diáspora é uma poderosa rede global que temos de ser capazes de articular, desde logo, dentro dos novos espaços económicos regionais», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, na abertura do Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa, no Porto, onde estiveram também presentes o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

O Primeiro-Ministro acrescentou: «O fortalecimento das relações entre as várias redes da diáspora portuguesa é importante no espaço da União Europeia e das suas relações com o Canadá, mas também quando na América do Norte se constitui o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, ou na América do Sul se organiza o Mercado Comum do Sul».

«Quando, ainda recentemente, se abriu o espaço económico africano, tal foi uma enorme oportunidade para as comunidades portuguesas residentes nos diversos espaços de África se articularem entre si», sublinhou ainda António Costa.

O Primeiro-Ministro reafirmou: «De cada vez que a União Europeia celebra um acordo de comércio livre com o Canadá ou o Mercosul é uma extraordinária oportunidade para perceber que a presença de Portugal na União Europeia e a presença de cada um de vós em cada um desses espaços económicos cria um enorme espaço para desenvolvermos e reforçarmos as relações entre todos».

Eixos de desenvolvimento da diáspora

«A valorização do contributo da economia da diáspora é uma realidade absolutamente essencial por ser um elemento importante para o crescimento das exportações portuguesas», realçou António Costa, destacando os principais eixos da diáspora que o Governo desenvolveu nos últimos cinco anos.

Em primeiro lugar, a aprovação da nova lei da nacionalidade, «que agilizou a obtenção de nacionalidade portuguesa por parte dos netos das comunidades mais antigas e o recenseamento eleitoral automático».

Em segundo lugar, «o reforço dos vínculos com as comunidades portuguesas no mundo tem sido feito também por atos simbólicos, designadamente decidindo que as celebrações do Dia de Portugal deixam de ser feitas exclusivamente em território nacional».

Em terceiro lugar, «a melhoria e o esforço de modernização dos serviços administrativos junto das comunidades e o desenvolvimento de 157 gabinetes de apoio ao emigrante».

Em quarto lugar, «a valorização da língua e da cultura, feita através da criação de mecanismos de apoio e incentivo para quem deseja regressar ao País».