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O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que os seis municípios onde a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto presta serviço vão ficar melhor com a aquisição dos 188 Autocarros Verdes.
Na cerimónia de assinatura dos contratos de aquisição dos veículos na empresa Caetano Bus, em Vila Nova de Gaia, o Ministro destacou que as melhorias vão ser sentidas «tanto no que diz respeito ao conforto dos passageiros, como à redução do ruído, das emissões atmosféricas e de partículas que degradam a qualidade do ar».
Matos Fernandes frisou que Portugal tem «o compromisso de reduzir em 26% as emissões atmosféricas no setor dos transportes até 2030», na sequência do Acordo de Paris sobre controlo das alterações climáticas, e acrescentou a relevância que a indústria nacional está a ter «neste processo de renovação de frotas», que também abrange a Carris e o município do Barreiro.
«Estes autocarros são excecionalmente eficazes do ponto de vista energético. Que os próximos, e que seja em breve, sejam todos eles construídos em materiais que possam vir a ser remanufaturados e reutilizados», disse.
A aquisição dos 188 autocarros representa um investimento de cerca de 92 milhões de euros, financiados por fundos comunitários do Portugal 2020.
Outros investimentos nos transportes
O Primeiro-Ministro António Costa, que presidiu à cerimónia, anunciou que será publicada a 1 de setembro - «para estar em vigor no inicio do ano letivo» - «a portaria que restabelecerá o passe sub-23 que permitirá aos estudantes do ensino superior ter desconto de 25% no passe, independentemente da sua condição de recurso», isto é, da sua situação de necessidade económica.
António Costa anunciou também que o concurso público para o projeto de execução e estudo de impacto ambiental da nova fase extensão do metro do Porto será publicado no dia 6 de setembro, «para que a obra possa arrancar em 2019 e esteja concluída em 2022».
Esta é a «fase de extensão possível e prevista» no atual quadro comunitário Portugal 2020. «Depois mais mundo virá e outros sonhos poderemos ter», acrescentou.
Ambiente como prioridade
O Ministro referiu que «já lá vai o tempo em que o Ambiente era uma política reativa, de salvaguarda de espaços e de construção de infraestruturas, que tinha como objetivo combater a poluição».
«As alterações climáticas e o esgotamento de recursos no único fornecedor que temos, a biosfera (e não há outro), fazem com que o Ambiente deixe de ser a maquilhagem verde de políticas de crescimento, tornando-se o principal motivo de transformação social e económica», afirmou.
Matos Fernandes referiu que as políticas ambientais não podem ser relegadas para segundo plano face à recuperação económica e à redução de desemprego e que é essencial construir «uma sociedade circular, hipocarbónica, que transforma resíduos em recursos».
«Será igualmente criadora de emprego mais qualificado, de riqueza mais sustentada e de bem-estar mais partilhado», acrescentou.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na linha de montagem dos novos autocarros verdes da CaetanoBus, Vila Nova de Gaia, 31 janeiro 2017 (Foto: Fernado Veludo/Lusa)
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