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2017-08-21 às 16h20

Assinado protocolo tripartido para investimento na Ilha de Tavira

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho

O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, presidiram à assinatura do protocolo de intervenção na zona marítima que inclui a construção do novo cais e da rampa varadouro na Ilha de Tavira.

As intervenções na lota e no cais de descarga e as dragagens representam um investimento global de 4,7 milhões de euros, sendo que 2,5 serão destinados à construção do novo cais e da rampa.

Na sessão na Câmara Municipal de Tavira, o Ministro do Ambiente afirmou que «este é um projeto construído a três de uma forma serena e firme», fazendo referência à cooperação entre a autarquia, a Docapesca e a Polis Litoral Ria Formosa.

A Ministra do Mar referiu que este projeto «engloba um conjunto de fatores que valorizam a economia do mar» e acrescentou que «é ao defender o território que se dá o primeiro passo para defender as pessoas».

Para João Pedro Matos Fernandes, esta intervenção resume a estratégia de valorização do território numa área protegida como o Parque Natural da Ria Formosa: «É preciso saber cuidar dele e valorizá-lo».

Objetivos da intervenção

A obra tem o objetivo de garantir melhores condições de segurança e conforto para o transporte de passageiros e para a descarga de veículos e resíduos.

O Ministro do Ambiente reiterou que a obra «vai permitir maior conforto e segurança para quem quer ir para a praia na ilha», destacando a estratégia do município de reconhecer o território de excelência no Algarve.

Ana Paula Vitorino acrescentou que a requalificação da lota, o ordenamento do cais de descarga e dragagens acessórias são «obras extremamente importantes».

«É importante porque existe uma recuperação da lota, mas também da rampa varadouro e de todas as infraestruturas ligadas à pesca, existe uma importância indesmentível em matéria urbanística e de impacto visual e há a questão das ligações fluviais que passam a ter condições completamente diferentes», disse.

A Ministra afirmou ainda que as obras cumprem dois objetivos: garantir a sustentabilidade ambiental destas intervenções e aumentar a segurança e eficiência energética e económica destas atividades (pesca, turismo e náutica de recreio).

Alvor, Fuzeta e Armona

Matos Fernandes disse ainda que, até ao final de 2017, «o Ministério do Ambiente terá em concurso e em execução investimentos que ultrapassam os 22 milhões de euros em intervenções muito importantes para reforçar o cordão dunar, como a dragagem da Ria de Alvor e as dragagens das barras da Fuzeta e Armona, a Ria de Faro, sendo que tudo o que for dragado será reposto nas dunas para as consolidar face ao avanço do mar».

O Ministro destacou ainda «um conjunto relevante de infraestruturas que têm cabimento no programa Polis e que terão de estar em concurso até ao final do ano», como a ponte para a praia de Faro, o novo plano de praia do Ancão e o Parque Urbano de Olhão.

Os investimentos valorizam «a atração que a Ria Formosa já tem para as atividades humanas mais tradicionais e para o turismo, com espaços muito qualificados e respeitadores da sensibilidade, fragilidade e riqueza destes ecossistemas».

 

Foto: Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, na assinatura do protocolo de intervenção na zona marítima que inclui a construção do novo cais e da rampa varadouro na Ilha de Tavira, 21 agosto 2017 (Foto: Luís Forra/Lusa)