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O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que «há muito trabalho a fazer para tornar a marca Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) mais conhecida e a imagem da CPLP mais valorizada nas diferentes sociedades».
Estas declarações foram feitas à agência Lusa, a propósito da reunião ordinária de Ministros da CPLP que decorre no dia 20 de julho, em Brasília, sobre o tema «Agenda 2030: Avanços e Desafios».
Acrescentando que «o encontro terá uma agenda bastante rica», o Ministro lembrou que «será aprovado o roteiro para aplicar a nova visão estratégica da organização, aprovada na cimeira de Brasília, em novembro passado, e que traça as linhas de atuação da CPLP para a próxima década».
«Dos pontos que estarão em debate, destaca-se também a aproximação à sociedade civil, designadamente ao melhor uso da figura do observador consultivo (organizações não governamentais)», referiu Augusto Santos Silva.
Maior visibilidade e valorização da CPLP
O Ministro destacou duas das medidas previstas na visão estratégica defendidas por Portugal com o objetivo de aumentar a visibilidade e a valorização da CPLP: o desenvolvimento de programas de intercâmbio académico e a melhoria das condições de mobilidade e circulação interna entre os países lusófonos.
«Portugal e Cabo Verde apresentaram aos restantes membros da organização uma proposta concreta para a melhoria das condições de mobilidade», lembrou Augusto Santos Silva.
Além disso, os Ministros irão debater o cumprimento da Agenda 2030 - aprovada pelas Nações Unidas, e que define os objetivos de desenvolvimento sustentável -, em particular a importância que a CPLP pode ter na agenda do desenvolvimento sustentável.
Os nove membros da CPLP deverão ainda aprovar o Plano de Ação de Díli para a promoção da língua portuguesa, que refere a necessidade de apoiar a disseminação do português em contextos multilingues, com referência específica a Timor-Leste e Guiné Equatorial.
Cooperação económica e empresarial
Outro documento importante referido pelo Ministro é aquele que estabelece o reforço da cooperação com os observadores associados: Geórgia, Hungria, Japão, Ilhas Maurícias, Namíbia, Eslováquia, República Checa, Senegal, Turquia e Uruguai.
«Destes 10 países, oito conquistaram este estatuto a partir de 2014, o que mostra que o interesse por esta figura é crescente», disse Augusto Santos Silva.
Os Ministros aprovarão também o Plano de Ação 2016-2026 para a promoção da cooperação económica e empresarial na CPLP.
A CPLP, que assinalou 21 anos de existência no dia 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
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