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2017-06-28 às 14h23

Projeto-piloto de reforma da floresta nos concelhos afetados pelos incêndios de Pedrógão Grande e Góis

Primeiro-Ministro com os Presidentes das Câmaras de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra, Gois, Penela e Sertã sobre a reconstrução após os incêndios

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o Governo pretende fazer do território dos sete concelhos afetados pelos incêndios de Pedrógão Grande e de Góis «um projeto-piloto no reordenamento da floresta, na revitalização do interior», numa declaração à imprensa no final de uma reunião com os sete Presidentes de Câmara destes municípios, em Pedrógão Grande.

«A coisa pior que pode acontecer é que a floresta volte a crescer como estava. Todos hoje sabemos bem que deixar a floresta crescer livremente é criar condições para que ela seja combustível e que não seja aquilo que deve ser - uma fonte de riqueza e de valorização económica», disse.

O projeto de reordenamento da floresta e de revitalização vai procurar «responder àquilo que é estrutural» para se evitarem, no futuro, novas tragédias. A área destruída pelos incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra – é de cerca de 53 mil hectares.

O Primeiro-Ministro e os membros do Governo estiveram reunidos com os Presidentes de Câmara de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra, Gois, Penela e Sertã para verificar o que foi feito nos últimos 11 dias desde o apoio às famílias à reabilitação de infraestruturas, assim como para apurar o que está por fazer.

António Costa foi acompanhado pelos Ministros da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e pelos Secretários de Estado Adjunta do Primeiro-Ministro, Mariana Vieira da Silva, da Segurança Social, Cláudia Joaquim, do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres.

Próximos trabalhos

O Primeiro-Ministro disse também que a reunião de hoje, sobre o levantamento dos estragos, foi importante e, o levantamento, «felizmente está a correr bem em todos os concelhos».

Até ao final desta semana, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, apresentará o relatório das necessidades existentes nestes concelhos.

A prioridade será responder «àquilo que é urgente e imediato do ponto de vista da reconstrução» das infraestruturas municipais e nacionais, e das habitações.

A próxima reunião de trabalho com os municípios se realiza a 19 de julho, na Sertã, e nela, o Primeiro-Ministro espera já ser possível «ter legislação que está em debate na Assembleia da República sobre matérias florestais», acrescentando que a Unidade de Missão para a Valorização do Interior está também preparada.

Laboratório da reforma da floresta

O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, afirmou que «esta tragédia deveria e poderia levar a iniciar a reforma da floresta precisamente nos municípios» afetados pelos dois incêndios.

Intervindo na Comissão da Agricultura e do Mar da Assembleia da República, o Ministro disse que a aplicação da reforma da floresta nestes concelhos pode transformá-los «num laboratório daquilo que, a prazo, pode ser a floresta portuguesa bem gerida e bem ordenada».

Capoulas Santos frisou que a propriedade dos concelhos é quase totalmente privada, pelo que «qualquer intervenção deverá contar com os principais interessados».

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa com o Presidentes das Câmaras de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra, Gois, Penela e Sertã sobre a reconstrução após os incêndios, Pedrógão Grande, 28 junho 2017