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2017-06-08 às 15h38

Política Agrícola Comum deve privilegiar modos de produção ambientalmente sustentáveis

Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira

O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, apresentou as principais preocupações de Portugal no processo de revisão da Política Agrícola Comum da União Europeia, no que toca à produção animal.

O Secretário de Estado, que está a participar no V Congresso de Alimentação Animal, em Córdova, Espanha, disse que ambiente, clima, saúde, nutrição e bem-estar animal são os temas que Portugal considera prioritários neste capítulo.

Luís Vieira afirmou a necessidade de «uma definição de instrumentos que privilegiem modos de produção ambientalmente sustentáveis, que deverão constituir uma componente forte de uma Política Agrícola Comum moderna e altamente simplificada».

O Secretário de Estado lembrou que «os agricultores têm uma posição privilegiada no que respeita à produção de bens públicos», pelo que estes instrumentos «são fundamentais para que no futuro esteja assegurada a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar».

Desafio da competitividade

Luís Vieira lembrou ainda «o grande desafio da competitividade que os agricultores enfrentam, num contexto de alterações climáticas e de instabilidade dos mercados», sublinhando a necessidade de «encontrar na resiliência uma vantagem competitiva, que poderá ser alcançada através da inovação e do conhecimento».

Isto deverá ser feito «nomeadamente apostando na economia digital e na agricultura de precisão como modo de utilização eficiente dos recursos».

O Secretário de Estado lembrou também que «é necessário implementar circuitos de economia circular que promovam o aproveitamento de novas fontes de alimentação para os animais, designadamente subprodutos da indústria agroalimentar, reduzindo, dessa forma, o desperdício na cadeia alimentar».

Luís Vieira colocou ainda na agenda a questão do «rendimento económico ao longo da cadeia de valor», apelando «aos diferentes operadores para que estabeleçam relações equilibradas, que a própria Política Agrícola Comum, enquanto instrumento político, pode estimular e aprofundar».

Aos pequenos agricultores e aos jovens agricultores o Secretário de Estado deixou uma palavra de estímulo, salientando a importância da «ocupação dos espaços rurais e da renovação geracional que é necessária neste setor, cada vez mais qualificado e mais voltado para o futuro».