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O Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que as migrações «não são um problema, são uma condição de desenvolvimento» para a Europa, no encerramento do Fórum Lisboa 2017, promovido pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.
«Para países como Portugal, como para a generalidade dos países europeus, as migrações são uma condição de desenvolvimento, uma condição de manutenção daquela que é a riqueza da zona em que mais de 500 milhões de pessoas partilham o espaço, que é um espaço de inovação, de cosmopolitismo, de esperança», referiu.
Eduardo Cabrita frisou que o continente europeu vive problemas demográficos profundos e está confrontado com um quadro de envelhecimento significativo nas próximas décadas, pelo que «deve ver numa gestão global das migrações um desafio e uma condição de subsistência do modelo social europeu».
O Ministro realçou que os estudos internacionais de organismos como o Banco Mundial, a OCDE ou a Comissão Europeia dizem que as migrações «são globalmente economicamente positivas».
«É nestes momentos que mais ativamente e concertadamente temos de afirmar o papel central do diálogo do Mediterrâneo, do diálogo Norte/Sul e do papel da Europa na construção deste espaço aberto de cooperação, de desenvolvimento e de solidariedade», acrescentou.
O Ministro Adjunto afirmou ainda a necessidade de haver «uma gestão equilibrada dos fluxos migratórios», cujo caminho passa pela «aposta no desenvolvimento dos países de origem».
Foto: Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, no encerramento do Fórum Lisboa 2017, promovido pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, 2 junho 2017
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