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«Precisamos de uma melhor zona euro, mas precisamos também que cada Estado-membro faça a sua parte» na União Europeia, afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, num encontro internacional anual entre empresários, gestores e governantes ou antigos detentores de cargos públicos, em Cascais.
António Costa sublinhou: «Quero ser bem claro nesta questão: não estou a defender a necessidade de reforma da zona euro para pedir que outros façam o nosso trabalho, nem a reclamar exceções às regras, que devem ser comuns e igualmente exigidas a todos».
«Portugal está, nos diversos domínios, a fazer a sua parte», acrescentou o Primeiro-Ministro, referindo: «Na frente orçamental, estamos a promover a efetiva consolidação das finanças públicas. Portugal registou, em 2016, um défice de 2% do PIB».
Isso «permitiu que a Comissão Europeia recomendasse recentemente o encerramento do procedimento por défice excessivo a que o País estava sujeito desde 2009», disse ainda.
António Costa lembrou também «a trajetória sustentável de redução da dívida pública», e afirmou que o Governo vai «prosseguir este esforço, reduzindo o défice para 1,5% com o maior saldo primário da zona euro».
«Portugal goza de uma perspetiva privilegiada, histórica e geográfica, para promover a união entre diferentes países, sociedades e culturas, na sua tradição de abertura ao mundo», concluiu.
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