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O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, destacou o exemplo de responsabilidade, a afirmação de cidadania e o associativismo da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), bem como o seu papel pioneiro na democracia portuguesa e na defesa dos direitos dos deficientes militares.
Durante a cerimónia comemorativa do 43.º aniversário da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, que decorreu na sede em Lisboa, Azeredo Lopes referiu que o Estado deve ter como prioridade «as políticas de proteção e de justa compensação dos deficientes das Forças Armadas».
Para tal, devem ser estabelecidas sinergias com outras organizações na busca de novas possibilidades para problemas já antigos e que, com a passagem do tempo, tendem a agravar-se.
Na sessão, estiveram presentes a Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, o general Ramalho Eanes, o professor Adriano Moreira, as Chefias Militares e alguns deputados.
Execução de novas medidas
Relembrando que o atual Governo definiu, no seu Programa, «o compromisso de estabilizar o enquadramento estatuário dos militares», em particular o dos Deficientes das Forças Armadas, o Ministro adiantou que o mesmo concretizar-se-á na «implementação e execução de medidas concretas que resultam de um trabalho empenhado e dedicado dos diversos setores da Defesa Nacional, com a preciosa colaboração da Associação dos Deficientes das Forças Armadas.
Azeredo Lopes reiterou ainda que a Associação dos Deficientes das Forças Armadas pode contar com toda a Defesa Nacional para «progredir e aprofundar onde for possível os apoios e melhorar o que, sendo existente, ainda não é suficiente».
Antes do Ministro da Defesa Nacional, o Presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, José Arruda, fez uma referência especial à presença da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência e agradeceu o empenho do Governo no apoio aos direitos dos deficientes.
José Arruda destacou ainda o slogan da Associação dos Deficientes das Forças Armadas («A força justa das vítimas de uma guerra injusta») e o trabalho dos núcleos da Associação ali presentes.
Por sua vez, o filósofo José Gil - a quem coube o momento habitual de reflexão na cerimónia – falou sobre os efeitos do mito do império e a perceção errada da sociedade sobre os deficientes, que foram «vítimas físicas, psicológicas e morais» de uma guerra considerada injusta.
O pensador relembrou ainda o não reconhecimento dos direitos dos que combateram na Guerra Colonial, pelo regime pós 25 de abril, e falou da ausência de um «rito de passagem purificador», do fascismo para a democracia, que levaria à «regeneração da sociedade» e a uma diferente noção de pátria.
Foto: Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e Presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, José Arruda, na cerimónia comemorativa do 43.º aniversário da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, Lisboa, 15 maio 2017
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