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2017-05-07 às 11h07

Campanha Baleia Azul visa consciencializar crianças e jovens para os perigos deste jogo

Cartaz da campanha Baleia Azul, apresentada pela PSP de Lisboa

A campanha sobre o jogo Baleia Azul, criada pelo Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, tem hoje início com o objetivo de aumentar a consciencialização social das crianças e jovens para os perigos deste jogo.

Outra meta da campanha é difundir algumas formas de prevenção, no seguimento da apresentação já publicada no facebook da PSP.

Funcionamento do jogo

Baleia Azul é um desafio dirigido ao jogador para que complete 50 tarefas, entre as quais cortar o lábio ou infligir cortes no próprio corpo. Os administradores do jogo enviam ainda filmes e músicas que os jovens têm de ouvir, sendo que a última tarefa pode culminar no suicídio.

Para que não abandonem o jogo, os administradores/curadores ameaçam as vítimas dizendo, inclusivamente, que têm em sua posse o local de residência e informações acerca dos seus familiares.

Ao início, a adesão ao Baleia Azul faz-se através de conversações nas redes sociais, onde o jogo é apresentado e proposto por amigos.

Posteriormente o administrador/curador valida a aceitação da vítima convidada, integrando-a numa aplicação de conversação através da qual passam a interagir.

A seguir, o curador simula interesse pela vítima, envolvendo-a numa mentira fisicamente autodestrutiva e psicologicamente desestruturante. Se a vítima tentar desistir do desafio, o curador amedronta-a, fazendo-a crer que está a ser vigiada ou que pode ser humilhada.

Conteúdo da campanha

A campanha é composta por vários cartazes, que serão difundidos nas principais redes sociais. A isto acresce a intenção de fazer uma distribuição pelos diversos estabelecimentos de ensino da área metropolitana de Lisboa.

A PSP recomenda também aos pais que mantenham informados sobre os indícios do jogo, para além de falar - de forma aberta - com as suas crianças e jovens para as implicações do mesmo.

Importa ainda que os pais alertem as crianças e jovens sobre os riscos de adicionar desconhecidos e recomendem que apenas a família, amigos e pessoas da escola façam parte da lista de amizades nas redes sociais.

Sinais de alerta

Pela sua natureza, alguns dos desafios do Baleia Azul podem ter resultados visíveis e detetáveis: os golpes feitos por navalhas ou lâminas nos braços e nas mãos, assim como um corte com a palavra «sim» na coxa direita são alguns exemplos.

No mesmo sentido, a saída de casa por volta das 04h20 da manhã ou a publicação nas redes sociais da hashtag #i_am_whale podem indiciar que a pessoa se encontra dentro do jogo.

Os colegas da escola que suspeitarem de algum comportamento anómalo deverão alertar os diretores de turma, professores e/ou os psicólogos escolares. As vítimas deverão procurar ajuda psicológica especializada em quadros psicopatológicos com acompanhamento clínico.

Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre este tipo de problemas, contacte a Polícia. A PSP relembra que, em caso de emergência, deverá contactar o número 112 e que o número 21 765 42 42 está ao dispor de todos os cidadãos, assim como as equipas da PSP da Escola Segura podem ser chamadas no âmbito das suas atividades diárias.