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2017-05-03 às 20h57

Ministro da Defesa sublinha vocação da Marinha para missões de cariz humanitário

«A Marinha demonstra, mais uma vez - através da Polícia Marítima -, não só a sua capacidade para aquilo que mais tradicionalmente é associado às missões da Marinha, no âmbito da Defesa Nacional, como também a sua vocação para o salvamento e para realizar missões de cariz humanitário», afirmou o Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, em declarações aos jornalistas após uma visita aos estaleiros da WestSea, em Viana do Castelo.

O Ministro acrescentou que essa vocação «foi hoje concretizada através de um resgate e de um salvamento de mais de duas dezenas de pessoas entretanto transportadas até à ilha de Lesbos», na Grécia.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional revelou que «a equipa da Polícia Marítima que se encontra na ilha de Lesbos desde dia 1 de maio, integrada na missão da agência Frontex - Poseidon 2017, resgatou na madrugada de hoje, 24 migrantes que desembarcaram numa zona da ilha sem acessos, necessitando de apoio em primeiros socorros».

«O grupo de migrantes foi colocado na embarcação Arade, da Polícia Marítima, através de uma semirrígida de uma Organização Não Governamental que fez o transbordo, e foram transportados até ao porto de Tsonia, onde desembarcaram em segurança e foram entregues às autoridades gregas», refere o mesmo documento.

Os 24 migrantes são de nacionalidade síria e afegã, sendo nove homens, oito mulheres e sete crianças.

A equipa portuguesa é composta por 11 agentes da Polícia Marítima, um faroleiro técnico e um militar da Marinha para o apoio e manutenção das embarcações, e manutenção da componente elétrica e eletrónica da Viatura de Vigilância Costeira.

«A Polícia Marítima vai manter o seu apoio à guarda costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas e combater o crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia, até ao dia 31 de outubro de 2017», conclui o comunicado.