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2017-04-23 às 15h17

Leitura «é uma das grandes formas de aceder à cidadania»

Primeiro-Ministro António Costa, Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, na apresentação

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a leitura «é uma das grandes formas de aceder à cidadania», durante a apresentação do Plano Nacional de Leitura 2027, no Porto, que também contou com a presença dos Ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

«Acredito mesmo que se há forma de defender a liberdade, é mesmo a de promover a leitura, porque a leitura liberta e permite-nos exprimir livremente aquilo que cada um escreve, qualquer que seja a língua em que escreve», referiu.

António Costa disse que a sua experiência familiar durante a infância lhe fez perceber que «ler é mesmo sinónimo de liberdade».

O Primeiro-Ministro realçou ainda que «ler é sinónimo de liberdade, não só pela liberdade de expressão que a escrita também permite manifestar, não só pela liberdade de assumir conhecimento, mas sobretudo porque a leitura é uma das grandes formas de aceder à cidadania».

Plano apresentado no «mês da liberdade»

António Costa destacou que a escolha do Dia Mundial do Livro para a apresentação do Plano Nacional de Leitura pode parecer óbvia mas deu mais significado ao facto de ser feita no «mês da liberdade».

«Os anos e as décadas de ditadura são contemporâneas dos anos e das décadas que criaram o maior défice estrutural do País, que é o do conhecimento, e não é por acaso que andaram passo a passo. É porque a ignorância e a ditadura são gémeas, enquanto o conhecimento e a democracia têm de ser parceiras», afirmou.

O Primeiro-Ministro referiu que, num período de novas tendências, o Plano Nacional de Leitura não pode olhar «para o digital como uma ameaça, mas como uma oportunidade de levar mais longe a leitura, de conquistar mais eleitores», reconhecendo que os hábitos mudaram.

«O decisivo é chegar à leitura», afirmou, acrescentando, no entanto, que um livro «tem uma riqueza muito importante» e que, «cada vez mais, a cidadania exige a compreensão da complexidade».

António Costa disse ainda que a leitura também «permite adquirir uma visão mais compreensível da realidade» e que «vale a pena e tem valido a pena o investimento» no Plano Nacional de Leitura.

Plano Nacional de Leitura

As linhas orientadoras para o Plano Nacional de Leitura até 2027 foram aprovadas na reunião do Conselho de Ministros de 30 de março e estabelecem «uma aposta na consolidação das ações concretizadas nos primeiros dez anos do Plano Nacional de Leitura e em novas vertentes a desenvolver até 2027».

«Privilegia-se uma política interministerial, com uma aposta clara na literacia científica e digital e na interação com outras esferas de conhecimento, como a artística, privilegiado sempre a abordagem inclusiva das práticas de leitura», pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

A implementação, acompanhamento e monitorização do plano serão assegurados por uma Comissão Interministerial, na dependência do Ministro da Educação em articulação com os Ministros da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A comissão será presidida por Maria Teresa Calçada e Elsa Maria Conde.

O Plano Nacional de Leitura, criado em 2006, é ampliado e reforçado, intensificando a articulação entre a educação, a cultura, a ciência e a tecnologia e as autarquias, visando uma estratégia nacional de elevação dos níveis de literacia no sentido de qualificar a população portuguesa e prepará-la para as exigências sociais do século XXI.

O plano «terá um envolvimento mais profundo da área governativa da Cultura, não só através das políticas do livro e da leitura, mas também pelo cruzamento com outras expressões artísticas e promoção das literacias através dos meios de comunicação social».

Outro objetivo será o reforço dos hábitos de leitura entre as crianças e jovens, «estabelecendo uma nova ambição de envolvimento das famílias e da população em geral, com vista à aprendizagem ao longo da vida».

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa, Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, na apresentação do Plano Nacional de Leitura, Porto, 23 abril 2017 (Foto: José Coelho/Lusa)