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«O Douro é a principal via navegável da Península Ibérica, por isso, é um suporte para o nosso desenvolvimento económico sustentável», afirmou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, no workshop «Viver o Douro com mais Segurança», no Porto. Esteve também presente o Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes.
Sublinhando que o Douro é «um grande motor de desenvolvimento da região Norte e do País», a Ministra disse o plano de segurança, sustentabilidade e navegabilidade do Douro, que já obteve financiamento comunitário, «vai servir para alargar as possibilidades de navegação no rio».
«Vamos fazer face ao constante crescimento do turismo de cruzeiro no Douro e potenciá-lo, utilizando navios maiores e mais frequentes», referiu a Ministra, acrescentando que «a via navegável será alargada e a profundidade aumentada».
Sustentabilidade ambiental
«Este projeto irá satisfazer uma ambição de décadas de vários agentes económicos, que é poder fazer transporte de mercadorias no Douro, através de uma aposta na sustentabilidade ambiental», disse ainda Ana Paula Vitorino.
A Ministra afirmou também: «Tiramos veículos da estrada e transferimos essa carga para os navios, reduzindo assim a emissão de gases».
A criação de um novo sistema de comunicações, apostando na segurança desta via navegável, será outra das iniciativas: «Este é um projeto de sustentabilidade económica, financeira e social», realçou.
Turismo, coesão territorial e economia
O Ministro sublinhou que o Douro é um destino turístico de grande relevância para a economia local e nacional: «Os cruzeiros no Douro encontram-se entre as atividades mais privilegiadas pelos turistas nacionais e internacionais em qualquer altura do ano».
Lembrando que «a navegação fluvial tem tido um crescimento assinalável, tanto na quantidade das embarcações, como nas suas dimensões», José Alberto Azeredo Lopes realçou que «o reforço das condições de segurança na via navegável é algo essencial, garantindo um aumento da presença física no rio».
«Uma das preocupações do Governo tem sido a questão dos recursos humanos e materiais disponíveis para posicionar Portugal na vanguarda mundial da segurança marítima. Esses recursos e a sua qualidade e eficiência garantem-nos uma costa e um mar mais seguros, o que, por sua vez, significa uma costa e um mar mais desenvolvidos, mais produtivos e mais livres», acrescentou o Ministro.
Reforço da segurança marítima
José Alberto Azeredo Lopes destacou os esforços que a Defesa Nacional tem vindo a realizar, «por reconhecer o salvamento marítimo como atividade fundamental para toda a atividade marítima, sobretudo num país marítimo e ribeirinho como Portugal».
«A nível dos recursos humanos, o reconhecimento da carreira especial dos tripulantes de embarcações salva-vidas – anseio de décadas –, e a autorização da abertura do concurso para ingresso dos primeiros tripulantes de embarcações salva-vidas, que totalizarão 62 em 2018», disse também o Ministro.
José Alberto Azeredo Lopes recordou a recente assinatura do contrato de construção de duas embarcações salva-vidas da classe Vigilante Modificada – contrato que envolve a Marinha e o Arsenal do Alfeite – e ainda a aquisição em curso de três lanchas para reforço do dispositivo da Autoridade da Autoridade Marítima.
Via Navegável do Douro 2020
Em julho de 2015, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo apresentou o Via Navegável do Douro - Douro''s Inland Waterway 2020, um projeto cujo investimento ascende a 74 milhões de euros, com a duração de cinco anos, que visa potenciar o transporte de mercadorias e permitir que o rio seja utilizado 24 horas por dia.
O Douro’s Inland Waterway pretende transformar a Via Navegável do Douro numa via segura, com boas rotas de navegação comercial, ao nível das melhores autoestradas fluviais da Europa.
A Via Navegável do Douro tem uma extensão de 210 quilómetros, entre Barca D''Alva e a Foz no Porto.
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