Notícias
Modal galeria
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou esperar que o futuro presidente do Eurogrupo seja capaz de ajudar à formação de consensos como os Presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk, têm sido.
O Primeiro-Ministro, numa declaração feita em Bruxelas, num intervalo do Conselho Europeu após a reeleição de Donald Tusk, disse que quer Juncker, quer Tusk, «são duas mais-valias que nós temos tido».
«Esperemos que rapidamente, com a mudança da presidência do Eurogrupo, possamos também ter no Eurogrupo um novo presidente capaz de dar um sinal positivo para a construção dos consensos que são essenciais para podermos ter uma zona euro mais estável e que seja um fator de união entre todos os países da zona euro», acrescentou.
Na sua declaração à chegada para o Conselho Europeu, o Primeiro-Ministro voltou a sublinhar a importância de completar a união Económica e Monetária para termos um euro sólido.
O presidente do Europgrupo (órgão informal que reúne os Ministros das Finanças da zona euro) é o Ministro das Finanças holandês Jeroen Dijsselbloem. O seu mandato termina em janeiro de 2018. Contudo há eleições legislativas em 15 de março na Holanda.
Reeleição de Donald Tusk
Donald Tusk foi reeleito com o voto de 27 Estados-membros e a «oposição exclusiva do seu próprio país», a Polónia.
António Costa afirmou que a sua reeleição «foi, em primeiro lugar, um sinal de unidade, de que não estamos disponíveis para ver contaminado o debate europeu por questões de política interna».
Em segundo lugar, resultou «de uma avaliação globalmente positiva que todos fazemos do esforço e do trabalho de Donald Tusk, que tem procurado construir pontes entre os diferentes Estados-membros - os do Leste e do Ocidente, os do Norte e do Sul, os pequenos e os grandes -, num contexto que, como todos sabemos, tem sido difícil para a EU», acrescentou.
O Primeiro-Ministro disse ainda que «nem todos têm a boa tradição portuguesa, de apoiar os candidatos nacionais. Quando o Dr. Durão Barroso foi candidato a presidente da Comissão (2004), eu era deputado europeu e votei favoravelmente a eleição do Dr. Durão Barroso».
E «no ano passado, quando o Eng. António Guterres foi candidato a secretário-geral das Nações Unidas, não houve nenhuma força política portuguesa que não apoiasse a candidatura do Eng. António Guterres. Estas são boas tradições, que aliás nos devem honrar», concluiu.
Foto: Primeiro-Minsitro António Costa com o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, no Conselho Europeu, Bruxelas, 9 março 2017 (Foto União Europeia)
Modal galeria