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2017-03-08 às 10h26

Bons resultados económicos são oportunidade para resolver problemas estruturais que limitam crescimento

«Temos bem noção dos desafios que enfrentamos e não nos contentamos em demonstrar que havia mesmo alternativa à austeridade e que era aritmética e politicamente possível cumprir todos os nossos compromissos», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, no debate quinzenal sobre crescimento económico sustentado, na Assembleia da República.

Referindo que «hoje, ninguém pode deixar de reconhecer os progressos obtidos pelo País ao longo do último ano nas contas públicas, no mercado de trabalho, na atividade económica ou na confiança», o Primeiro-Ministro sublinhou que «estes bons resultados não nos podem desviar da necessidade de continuar a trabalhar».

«Estes resultados são uma oportunidade para resolver os problemas estruturais que têm limitado a capacidade de crescimento do País», disse António Costa.

Inovação e qualificação

O Primeiro-Ministro afirmou ainda que a inovação e a qualificação são «dois objetivos centrais para o nosso modelo de desenvolvimento».

A 23 de fevereiro, o Governo apresentou o programa Interface, «para promover a inovação e a cooperação entre as empresas e as entidades do sistema científico e tecnológico», disse António Costa.

«Em paralelo com o programa Interface, vamos apostar na dinamização de Clubes de Fornecedores para apoiar a integração das PME portuguesas em cadeias de valor globais, promovendo a sua internacionalização», acrescentou o Primeiro-Ministro.

António Costa realçou: «A chave para o nosso futuro está na inovação, e a primeira condição para a inovação é a qualificação dos recursos humanos».

Referindo que «o maior défice estrutural que temos é o défice das qualificações», o Primeiro-Ministro acrescentou que – para por termo a isso - o Governo apresentou o programa Qualifica no dia 6 de fevereiro, «que retoma o investimento na qualificação dos cidadãos ao longo da vida».

«Mais qualificação significa melhor emprego, mas significa também empresas mais produtivas, e empresas mais produtivas significam uma economia mais competitiva», afirmou António Costa.

Combater as desigualdades

«Mas numa economia forte e mais próspera, a qualidade no mercado de trabalho é fundamental, e isso implica combater todas as desigualdades ainda persistentes», referiu também o Primeiro-Ministro.

António Costa lembrou «duas persistentes marcas dessa desigualdade» no Dia Internacional da Mulher que se comemora a 8 de março: «o acesso a funções de gestão e as desigualdades salariais entre homens e mulheres».

«Foi por isso que apresentámos, em sede de concertação social, a Agenda para a Igualdade no Mercado de Trabalho e nas Empresas, na qual se incluem medidas que visam a paridade nos cargos de decisão e a igualdade salarial entre mulheres e homens», acrescentou o Primeiro-Ministro.

E concluiu: «Este é um desafio que nos envolve a todos, apenas assim será possível mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade».