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2017-02-22 às 19h44

Ministro da Agricultura convidou mais empresários espanhóis a investir em Portugal

O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, convidou os empresários espanhóis a investir no setor agroflorestal nacional, sobretudo na região sul do país, visando tirar partido da oportunidade gerada pelo projeto do Alqueva.

«Para prosseguir a trajetória de sucesso que a agricultura portuguesa tem conhecido nos últimos anos é necessário continuar o esforço de investimento para o qual muito têm contribuído os empresários espanhóis, com especial destaque para a região sul do País», disse o Ministro num almoço organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, em Lisboa.

Capoulas Santos referiu ainda que espera que «muitos outros venham juntar-se à quase centena de investidores espanhóis» que investiram nas terras irrigadas pelo Alqueva, e que representam uma superfície total superior a 2800 hectares.

O Alqueva, que tem por base o armazenamento de água do rio Guadiana, permite beneficiar cerca de 120 000 hectares que já estão a ser explorados, sendo que está previsto o aumento da área beneficiada em 4700 hectares até 2020, havendo projetos para criar e modernizar aproveitamentos hidrográficos em todo o País.

Capoulas Santos falou ainda do Programa de Desenvolvimento Rural 2020, cofinanciado pela União Europeia, referindo que se trata do «principal instrumento de apoio financeiro à modernização do setor», envolvendo um investimento público de mais de 4300 milhões de euros.

Reforma da PAC

O Ministro afirmou que a Política Agrícola Comum da União Europeia (PAC) deve «promover as condições de concorrência equilibrada entre todos os agricultores da União Europeia e entre os agricultores e outros agentes económicos», além de assegurar os meios para que a competição num mercado alargado se faça num contexto de sustentabilidade.

A negociação da PAC pós-2020 «vai ser particularmente difícil», já que será discutida em simultâneo com o futuro Quadro Financeiro Plurianual que definirá o orçamento comunitário, e que estará sujeita às pressões decorrentes da saída do Reino Unido da União Europeia e às novas prioridades da UE, como as migrações, o combate ao desemprego jovem, e a defesa e segurança.

Perante esta situação, tal como sucedeu na última reforma da PAC, Portugal e Espanha irão conjugar esforços.