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2017-02-17 às 17h47

«O objetivo é que o Porto de Leixões amplie o seu papel de entrada para o noroeste peninsular», com maior destaque internacional

O Porto de Leixões será objeto de uma ampliação para incrementar a sua competitividade internacional, numa obra que representa um investimento público e privado no valor total de 430 milhões de euros. 

«O objetivo é que o Porto de Leixões consolide e amplie o seu papel de porta de entrada para o noroeste peninsular, passando a ter um lugar mais destacado a nível internacional, alargando o seu hinterland em Espanha, e afirmando o seu papel como gateway para além de porto feeder», afirmou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, na apresentação da Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária 2017-2026, para o Porto de Leixões, em Matosinhos.

Para o Porto de Leixões está prevista a ampliação do terminal Sul, «aumentando em cerca de 25% a capacidade de movimentação de contentores, porque Leixões já está a trabalhar acima dos 90%» da sua lotação, disse a Ministra.

O início da obra está previsto para 2018 e o termo para o ano seguinte.

Novo terminal de contentores até 2025

«No âmbito deste investimento, que é maioritariamente privado, está também prevista a construção de um novo terminal de contentores, um projeto de médio e longo prazo, cuja conclusão se prevê até 2025, e que irá permitir duplicar a capacidade do Porto», acrescentou.

Ana Paula Vitorino sublinhou que, «com este novo terminal, Leixões poderá, não só aumentar a capacidade de movimentação de carga contentorizada, mas também receber navios de maior calado».

«A estratégia em causa prevê ainda uma intervenção na plataforma logística, bem como aumentar a eficiência entre os silos e o terminal de granéis», referiu a Ministra.

Aumentar a competitividade portuária

«Temos que ir mais longe porque, não só o tráfego que se verifica no Porto o exige, como também a economia nacional o requer. Os projetos já estão todos a ser feitos», realçou Ana Paula Vitorino.

A Ministra lembrou que «as cadeias logísticas eficientes são fundamentais para promover a economia, sendo que - sem estes investimentos - não é possível fazer face às necessidades de competitividade das indústrias da região Norte».

«Serão criadas comissões de acompanhamento para a execução dos planos de cada um dos portos nacionais», que por sua vez estarão inseridas na comissão geral de acompanhamento, disse Ana Paula Vitorino, acrescentando que aquelas comissões «incluirão as autarquias», para «colocar as decisões e envolver os parceiros que podem acrescentar eficiência às decisões públicas».