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A Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, afirmou que se estreiam hoje no terreno sete projetos de combate à violência no namoro, dirigidos a mais de 15 mil jovens em todo o País. Para esta meta, o Governo alocou 650 mil euros.
«Temos de ir mais longe» e «ter campanhas de divulgação que sejam impactantes, pensadas de jovens para jovens, que permitam combater este flagelo», afirmou a Secretária de Estado aos jornalistas, na apresentação de um estudo realizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) sobre este tema, no Porto.
Em paralelo, o Governo lançou uma linha de financiamento para apoiar projetos de federações e associações de estudantes dedicados a esta área. Com o valor total de 50 mil euros, esta linha prevê atribuir a cada projeto candidato um máximo de 5 mil euros.
Esta linha de financiamento insere-se numa campanha mais global lançada em setembro, intitulada «Mudar de Curso», que teve como primeira fase a divulgação de um vídeo sobre violência no namoro nas festas promovidas pelas associações e federações académicas.
Numa iniciativa da mesma campanha, a partir de hoje serão também espalhados cartazes com imagens e mensagens em todas as cidades do País que tenham universidades e politécnicos.
Estratégia nacional para a cidadania
«O Governo está ainda a investir numa estratégia nacional para a cidadania, do pré-escolar ao 12.º ano, um projeto que será apresentado em breve, e que entrará nas salas de aula das escolas públicas no próximo ano letivo», referiu Catarina Marcelino.
Sublinhando que «a grande aposta é na prevenção e na consciencialização para um combate eficaz à violência no namoro», a Secretária de Estado referiu que os dados nesta área são «negros».
O estudo apresentado pela UMAR revela que um em cada quatro jovens considera normal ou aceitável um conjunto de comportamentos que se integram no padrão da violência de género e da violência doméstica.
«Este estudo demonstra que há uma grande e preocupante legitimação da violência», disse Catarina Marcelino, acrescentando: «Há uma cultura que tem de ser combatida» e «temos de ter consciência que precisamos de prevenir, para que os jovens compreendam que não podem ter esses atos».
A UMAR também apresentou, pela primeira vez, dados sobre violência através das redes sociais, com 11% dos inquiridos a revelar já ter sido atingido por esta forma de violência nos relacionamentos.
A Secretária de Estado sublinhou que esta nova área merece preocupação, lembrando que estes «são atos de violência que ficam registados se perpetuam no tempo».
Na lei portuguesa, a violência no namoro é um crime, estando enquadrada no preceituado relativo à violência doméstica.
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