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2017-02-14 às 12h12

Economia retoma processo de convergência real com a União Europeia

A economia portuguesa é uma das que mais cresceu no último trimestre de 2016 entre os Estados-membros da União Europeia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Um comunicado do Ministério das Finanças revela ainda que a economia acelerou no final de 2016, com um crescimento homólogo de 1,9%, a que corresponde um crescimento médio anual de 1,4%.

Em relação ao trimestre anterior, a economia portuguesa cresceu 0,6% no quarto trimestre de 2016 (2,4% em termos anualizados). O crescimento económico trimestral (em cadeia) supera - pelo segundo trimestre consecutivo - a média da zona euro, e também da União Europeia, retomando o processo de convergência real.

O aumento da taxa de crescimento do PIB relaciona-se com a recuperação da procura interna, com destaque para o investimento, que teve o principal contributo para esta subida. O seu reforço é fundamental para a sustentabilidade do crescimento em 2017.

A melhoria dos indicadores de confiança dos empresários durante o ano de 2016 traduz-se agora nas decisões de investimento das empresas: em 2017, o aumento das intenções de investimento fazem antever a manutenção desta tendência. Neste contexto, destaca-se ao longo do último trimestre o crescimento homólogo de 8,1% da importação de máquinas e outros bens de capital.

A estimativa de crescimento do PIB de 1,4% no ano passado supera a previsão divulgada pela Comissão Europeia dia 13 de fevereiro, de 1,3%, correspondendo a um crescimento no quarto trimestre de 2016.

Estes dados confirmam a solidez e o rigor das estimativas subjacentes ao Orçamento do Estado de 2017, reforçando a convicção do Governo nos pressupostos orçamentais e no crescimento em 2017.

Mais e melhor emprego

O emprego registou um aumento de 1,8% no último trimestre de 2016, com a criação de 82 mil novos postos de trabalho durante o ano passado. A este aumento do emprego correspondeu numa diminuição no desemprego de 14,3%, equivalendo a uma redução de 90 mil desempregados face ao final de 2015.

A evolução positiva do mercado de trabalho é consistente com a recuperação sustentada da economia, que por sua vez se materializa na criação de relações de trabalho duradouras. O aumento do emprego assalariado foi de 2,7%, correspondendo a cerca de 100 mil novos trabalhadores, dos quais 80 mil contratados sem termo e 20 mil contratados a prazo.

Nas qualificações dos novos empregados prevalecem trabalhadores com formação superior, com 82 mil destas pessoas a possuírem formação universitária.

A criação de emprego de qualidade indica que o crescimento da economia é inclusivo e criador de valor, sustentando o aumento dos salários que, em 2016, se situará acima de 2%.