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«Creio que, para os mais céticos, bastaram duas semanas da nova presidência norte-americana para se perceber a importância de termos uma Europa forte e uma Europa unida», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa.
Estas declarações foram feitas pelo Primeiro-Ministro à chegada para a cimeira informal de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia dedicada às migrações, em La Valetta, Malta.
António Costa sublinhou que é preciso «uma Europa capaz de se afirmar no mundo no domínio da defesa, da política comercial, da gestão dos fluxos migratórios, e unida internamente. O mundo, em 15 dias, percebeu bem como precisa de uma Europa forte».
Contudo, «a Europa deve saber preservar a relação histórica que tem com os Estados Unidos, sem a confundir com uma presidência que é necessariamente conjuntural», disse o Primeiro-Ministro.
«Por outro lado, a Europa tem também de perceber que tem de se mostrar unida e mostrar que não está disponível para que a presidência americana contribua para a sua divisão», acrescentou.
Migrações
«Espero que a Europa possa dar hoje ao mundo um bom exemplo de como a gestão dos fluxos migratórios pode ser feita de um modo diferente da política de muros, que nada resolve e que simplesmente viola a dignidade dos seres humanos», afirmou o Primeiro-Ministro.
António Costa referiu também que «a cimeira de hoje será concentrada numa dimensão muito importante, que tem a ver com a dimensão externa da política migratória».
«Designadamente, o trabalho que se deve fazer com os países da África - subsaariana e mediterrânica - para combater as causas profundas dos movimentos migratórios», acrescentou o Primeiro-Ministro, realçando que «é aí que a Europa se pode diferenciar da nova política de Washington».
Sublinhando a componente humanitária, António Costa disse que a resposta a dar deve «permitir aquilo que é essencial: que o Mediterrâneo não continue a ser um cemitério de vidas, e haja uma gestão humanitária em colaboração com as Nações Unidas».
«A resposta europeia deve passar por contribuir para a paz, para a democracia, para a estabilização. É nessa resposta positiva que a Europa se diferencia da nova política norte-americana», concluiu.
Foto: Primeiro-Ministro, António Costa, à chegada do Conselho Europeu de Malta, La Valetta, 3 fevereiro 2017
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