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2017-01-30 às 12h56

Diálogo entre os países do sul é um contributo para reforçar unidade da União Europeia

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva

«Para todos os efeitos práticos, fica institucionalizada esta plataforma de diálogo informal entre os países do sul da União Europeia» (Portugal, Espanha, França, Itália, Malta, Grécia e Chipre), afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Estas declarações foram feitas à agência Lusa, relativamente à segunda cimeira entre os países do sul da Europa, que decorreu dia 28 de janeiro, em Lisboa, reunindo os Presidentes cipriota (Nikos Anastasiades) e francês (François Hollande), os Primeiros-Ministros italiano (Paolo Gentiloni), grego (Alexis Tsipras), maltês (Joseph Muscat) e português (António Costa),  e o Presidente do Governo espanhol (Mariano Rajoy).

«Na primeira reunião, em Atenas [em setembro passado], até houve na imprensa internacional e também em membros de Governos de países do centro e do norte da Europa a ideia de que tinha sido uma iniciativa sem sequência», lembrou o Ministro.

Traços comuns aos países do sul

«Esta foi a primeira cimeira destes países que decorreu ao mais alto nível», referiu ainda Augusto Santos Silva, uma vez que o Presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, faltou ao encontro na Grécia por o seu Governo se encontrar em gestão.

O Ministro sublinhou que esta «não é uma espécie de clube nem de geografia que se queira contrapor a outras geografias»: «São sete países a praticar um diálogo informal regular para debater temas que precisam de alcançar uma posição comum ao nível dos 28 Estados-membros da União Europeia».

«Trata-se de Estados que têm características comuns, como a questão das migrações, serem membros da zona euro, e a larga maioria deles terem sido muito atingidos pela crise de 2010 em diante», lembrou também Augusto Santos Silva.

O Ministro referiu que «a declaração de Lisboa, divulgada no fim da Cimeira, não é um manifesto nem uma proposta, e muito menos um caderno de exigências. É um contributo para uma discussão e uma decisão que só faz sentido se for tomada a 28 ou, em alguns casos, a 27» Estados-membros da União Europeia.

Reforço do projeto europeu

«A mensagem principal da Cimeira é a necessidade de reforçar a unidade e o projeto europeu em três áreas: segurança, defesa e luta contra o terrorismo, uma política comum de migrações, e aperfeiçoar e completar a união económica e monetária», afirmou ainda o Ministro.

Augusto Santos Silva acrescentou: «A zona monetária, incompleta como ela está, desequilibra e acentua as divergências, em vez de favorecer a convergência entre as economias da zona euro».

«É preciso reformar o que seja necessário para que o euro seja uma moeda única que responda melhor às nossas necessidades de crescimento, mais investimento e mais emprego», disse também.