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«Para todos os efeitos práticos, fica institucionalizada esta plataforma de diálogo informal entre os países do sul da União Europeia» (Portugal, Espanha, França, Itália, Malta, Grécia e Chipre), afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
Estas declarações foram feitas à agência Lusa, relativamente à segunda cimeira entre os países do sul da Europa, que decorreu dia 28 de janeiro, em Lisboa, reunindo os Presidentes cipriota (Nikos Anastasiades) e francês (François Hollande), os Primeiros-Ministros italiano (Paolo Gentiloni), grego (Alexis Tsipras), maltês (Joseph Muscat) e português (António Costa), e o Presidente do Governo espanhol (Mariano Rajoy).
«Na primeira reunião, em Atenas [em setembro passado], até houve na imprensa internacional e também em membros de Governos de países do centro e do norte da Europa a ideia de que tinha sido uma iniciativa sem sequência», lembrou o Ministro.
Traços comuns aos países do sul
«Esta foi a primeira cimeira destes países que decorreu ao mais alto nível», referiu ainda Augusto Santos Silva, uma vez que o Presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, faltou ao encontro na Grécia por o seu Governo se encontrar em gestão.
O Ministro sublinhou que esta «não é uma espécie de clube nem de geografia que se queira contrapor a outras geografias»: «São sete países a praticar um diálogo informal regular para debater temas que precisam de alcançar uma posição comum ao nível dos 28 Estados-membros da União Europeia».
«Trata-se de Estados que têm características comuns, como a questão das migrações, serem membros da zona euro, e a larga maioria deles terem sido muito atingidos pela crise de 2010 em diante», lembrou também Augusto Santos Silva.
O Ministro referiu que «a declaração de Lisboa, divulgada no fim da Cimeira, não é um manifesto nem uma proposta, e muito menos um caderno de exigências. É um contributo para uma discussão e uma decisão que só faz sentido se for tomada a 28 ou, em alguns casos, a 27» Estados-membros da União Europeia.
Reforço do projeto europeu
«A mensagem principal da Cimeira é a necessidade de reforçar a unidade e o projeto europeu em três áreas: segurança, defesa e luta contra o terrorismo, uma política comum de migrações, e aperfeiçoar e completar a união económica e monetária», afirmou ainda o Ministro.
Augusto Santos Silva acrescentou: «A zona monetária, incompleta como ela está, desequilibra e acentua as divergências, em vez de favorecer a convergência entre as economias da zona euro».
«É preciso reformar o que seja necessário para que o euro seja uma moeda única que responda melhor às nossas necessidades de crescimento, mais investimento e mais emprego», disse também.
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