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O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, lamenta a morte de Mário Ruivo, referindo – em nota – que o País «perdeu um Homem e cientista de estatura internacional, possuidor de uma visão holística ímpar dos oceanos».
«Vulto ímpar da cultura e ciência em Portugal, Mário Ruivo deixa um legado extraordinário na rede de investigadores que, galvanizados pela sua visão, continuam a trilhar o caminho por ele preconizado para uma aliança entre a ciência, a tecnologia e a sociedade», acrescenta o mesmo documento.
A nota lembra que Mário Ruivo foi, «entre outros aspetos, um grande impulsionador em Portugal de iniciativas para o estabelecimento de uma simbiose profunda entre as ciências e as tecnologias do mar».
«Mário Ruivo integrou o Conselho Consultivo da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e coordenou nos anos 90 o programa dinamizador das ciências e tecnologias do mar, que viria a ter um impacto decisivo no estabelecimento de elos colaborativos entre instituições e investigadores que se fortaleceram ao longo dos tempos», acrescenta.
Desempenhou, ainda, «um papel essencial na Expo98, enquanto conselheiro científico, tendo lançado o lema ‘Oceanos - Um Património para o Futuro’».
«A sua visão integradora e o seu empenho pelo estabelecimento de organismos responsáveis pela governação dos oceanos espelham-se de modo claro nas suas atividades, incluindo:
Participou, ainda, na construção da Lei do Mar das Nações Unidas, e foi coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos, cujo relatório deu origem ao Dia Internacional dos Oceanos das Nações Unidas, a 8 de Junho», acrescenta também.
E conclui: «Mário Ruivo deixa-nos a memória de um profundo sentido de responsabilidade social e humana, para além de uma invulgar sensibilidade política de perceber a ciência e o compromisso que Portugal tem de assumir com o conhecimento. O seu legado deve ser inspirador para todas as atuais e futuras gerações».
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