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2017-01-20 às 14h23

Setor financeiro tem de alterar forma como avalia projetos para defender ambiente

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes

O Ministro do Ambiente afirmou que «é da maior importância que o setor financeiro comece a mudar o seu próprio ADN quando apoia projetos», passando a considerar os recursos finitos do planeta, os impactos ambientais e a prioridade à reutilização e reciclagem.

«Só temos um fornecedor, que é a terra. Não vamos, em situação alguma, ter outro planeta e os recursos de que dependem os negócios do próprio sistema estão suportados em materiais que são finitos», disse João Pedro Matos Fernandes no primeiro workshop Eco.nomia, sobre economia circular, em Lisboa.

O Ministro realçou a necessidade de os projetos empresariais inovadores começaram a considerar o conceito de economia circular não só «em benefício do planeta mas também do seu próprio negócio».

Matos Fernandes referiu que a economia circular não perturba a economia e o crescimento económico e pode definir um outro modelo de crescimento criador de riqueza mas mais respeitador da utilização de matérias-primas.

«Temos de reduzir drasticamente aquilo que pedimos ao nosso fornecedor Terra e reduzir as matérias básicas» que consumimos, sejam energia ou recursos naturais, disse.

Panorama em Portugal

O Ministro do Ambiente afirmou que o setor financeiro em Portugal «ainda olha para a economia circular como uma coisa distante» e acrescentou que os investidores «têm um papel crucial no apoio à atividade económica que melhore, em vez de danificar, o ambiente, e que mantenha, ao invés de corroer, os recursos, contribuindo para a estabilidade económica».

Matos Fernandes referiu que a mudança passa por qualificar também os impactos ambientais e não apenas os económicos, dizendo também que a abordagem da economia circular implica conceber produtos para a longevidade e que possam ser recuperados.