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2017-01-19 às 22h46

Num momento de grande incerteza global, Portugal é um país seguro para investir

Primeiro-Ministro António Costa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, Davos, Suíça, 19 janeiro 2017

Num momento de grande incerteza global, Portugal é um país seguro para investir - foi a mensagem que o Primeiro-Ministro António Costa transmitiu nas sessões do Fórum Económico Mundial, e nos encontros que manteve, em paralelo, em Davos, Suíça, nos dias 18 e 19 de janeiro.

O Primeiro-Ministro transmitiu que Portugal alcançou «o défice mais baixo da democracia, claramente abaixo do limite que foi fixado pela União Europeia», assinalando também que a evolução positiva do emprego e o crescimento da economia são «uma boa mensagem a transmitir aos parceiros da UE, à OCDE, ao FMI, aos mercados e às empresas que pensam investir».

António Costa, em declarações à agência Lusa, referiu que «neste momento de grande incerteza a nível global, com o Brexit, com a viragem política nos Estados Unidos, há muita gente que procura locais seguros como Portugal para poderem olhar para o futuro das suas economias».

A participação do Primeiro-Ministro em fóruns como o de Davos é «sobretudo uma grande oportunidade de num dia» se conseguirem fazer muitos contactos «que implicariam muitas vezes semanas para se conseguir estabelecer». Além de António Costa, estiveram também presentes em Davos o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos.

Além de participar em diversas conferências - sobre liderança num mundo multipolar, sobre a Europa e num almoço do jornal Washington Post -, António Costa reuniu-se com Klaus Schwab, o presidente do Fórum, com Werner Hoyer, o presidente do Banco Europeu de Investimento, e com Christine Lagarde, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, tendo ainda jantado com o Comissário Europeu Carlos Moedas e com portugueses que participaram no fórum.

Pode haver políticas diferentes

Numa declaração à imprensa, o Primeiro-Ministro disse que a diretora-geral do FMI deu os parabéns a Portugal por ter tido «um resultado surpreendente para aquilo que eram as previsões iniciais do FMI» e pelo trabalho desenvolvido pelo Governo «não só para a consolidação orçamental, mas também para a criação de emprego, para o crescimento económico e para a estabilização do sistema financeiro».

«Acho que manifestamente o tom hoje era muito diferente daquele que o FMI tinha no princípio do ano passado e, pelo contrário, é um sinal de confiança relativamente ao futuro e a compreensão clara de que é possível termos outras políticas com melhores resultados», acrescentou.

«Acho que esse era o grande desafio que tínhamos no ano passado e acho que este ano as pessoas olham com confiança para o que estamos a fazer», afirmou.

O Primeiro-Ministro destacou a importância de o FMI ter compreendido que uma coisa são os resultados que se pretende alcançar e outra são as políticas adotadas para alcançar esses resultados, provando que não há um único caminho.

A reposição de rendimentos, a diminuição da carga fiscal e o apoio à criação de condições para o investimento das empresas não afastou o País dos resultados orçamentais que pretendia obter.

Hoje, «há maior confiança das instituições, e isso ajuda naturalmente a transmitir confiança sobre o País», afirmou.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, Davos, Suíça, 19 janeiro 2017