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Histórico XXI Governo - República Portuguesa Voltar para Governo em funções

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2016-12-30 às 17h13

Ponte do Infante com manutenção e conservação asseguradas

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques

A Ponte do Infante, que liga Porto a Gaia, vai integrar o domínio público rodoviário, sob jurisdição da Infraestruturas de Portugal, sendo que a conservação e manutenção das condições de circulação ficam a cargo das câmaras municipais de Gaia e do Porto.

O Memorando de Entendimento que contempla estas disposições foi assinado pelas três entidades, a 30 de dezembro, numa cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho de Gaia e que foi presidida pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

O governante considerou a assinatura do memorando histórica porque, disse, «resolve um problema com 20 anos» e garante «mais segurança, melhor mobilidade, mais coesão territorial, valoriza o Douro, a região e o País».

A assinatura deste memorando põe fim a um impasse de vários anos acerca das responsabilidades sobre uma ponte que foi paga pela Metro do Porto e inaugurada em março de 2003, tendo sido construída para substituir o tabuleiro superior da ponte Luiz I, que passou a ser utilizado pelo metro.

Ponte em obras em abril

«Passaremos a monitorizar [a ponte] continuamente e admitimos que talvez daqui a umas duas décadas provavelmente a infraestrutura possa precisar de alguma conservação estrutural e que isso acontecerá com uma periodicidade talvez de 20 ou 30 anos. É uma obra de arte de grande qualidade e a partir de agora, com esta monitorização, ficaremos todos seguros quanto à qualidade de mobilidade na região», disse o governante.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, revelou que o processo concursal para a reparação da ponte será lançado na próxima semana e que as obras deverão iniciar-se em abril.

Já o presidente do Conselho de Administraçao da IP, António Laranjo, avançou que a conservação requer ações e plano de inspeções periódicos, sendo objetivo «o interesse coletivo, a defesa do interesse público e um maior nível de segurança».

Um bom ano para o Norte e para o País

Na cerimónia, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas recordou que quase metade dos apoios ao investimento privado em 2016, através do Portugal 2020, foram dirigidos ao Norte, elogiando assim a região por demonstrar «uma dinâmica económica muito forte».

Pedro Marques aproveitou para fazer o balanço de 2016, um ano que disse ter sido «bom para o país, bom para a região Norte e bom para a Área Metropolitana, consequentemente».

«Queremos acompanhar a dinâmica económica da região Norte. Quase metade dos apoios ao investimento privado que fizemos aprovar este ano ou pagamentos que fizemos já por conta da realização de investimentos foram dirigidos à região Norte», referiu o governante.

Pedro Marques abordou vários projetos e consensos em matérias e questões ligadas ao Norte do País, destacando o início «importantíssimo» da renovação da Linha do Norte, bem como a eletrificação da Linha do Minho.

Aeroporto Sá Carneiro com resultados espetaculares

O Ministro também se mostrou impressionado com os «espetaculares» resultados do aeroporto do Porto: «Foram atingidos nove milhões de passageiros. As três principais companhias a operar no Porto cresceram no ano 2016 o que já não acontecia há alguns anos e isso foi acentuado por causa do segundo semestre do ano, o que nos deixa boas perspetivas para 2017».

Já à margem da sessão, e ladeado pelos presidentes das câmaras do Porto e de Gaia, quando questionado sobre a requalificação da Estação de São Bento, o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas garantiu que nada será feito à revelia da câmara local.

«Estamos a trabalhar com grande proximidade com a autarquia e em particular com a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU). Um trabalho desta natureza na zona histórica, na zona mais importante da cidade, nunca aconteceria contra a câmara do Porto ou contra as entidades que têm responsabilidades sobre o património. Fá-lo-emos sempre, era o que faltava, em articulação», disse.