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«É necessário inverter a situação lamentável em que estamos, que é o facto de Portugal ser o único estado-membro da União Europeia que, nos últimos 15 anos, perdeu área florestal», afirmou o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, sublinhando: «Perdemos cerca de 150 mil hectares de floresta». Estas declarações fora feitas em Castelo Branco, após um debate sobre a reforma florestal.
Numa altura em que é preciso combater as alterações climáticas, proceder ao sequestro de carbono e disponibilizar matéria-prima para a indústria, o Ministro referiu que o País tem que aproveitar este recurso: «Para isso, temos que criar as condições que nos permitam fazê-lo, e é esse o objetivo que estamos a prosseguir».
«A reforma da floresta deve ser tranquila e consensual», realçou Capoulas Santos, dizendo que «as medidas que estamos a tomar hoje para a floresta serão visíveis, algumas no horizonte de uma geração. E, por isso, é necessário garantir a continuidade da ação governativa e o empenho dos Governos que se sucedem, seja qual for a sua coloração politica».
Por este motivo, «já fomos à Assembleia da República. Estamos agora a discutir em cada uma das regiões, com a sociedade civil, ouvindo as suas críticas e sugestões para a dezena de diplomas que estão em discussão pública até 31 de janeiro de 2017», para que a reforma da floresta de uma forma amplamente participada, disse o Ministro.
PDR 2020
«Cheguei ao Governo há um ano e havia zero projetos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) contratados. Posso dizer que, neste momento, dos 30 mil projetos entrados já estão 23 mil analisados e já aprovámos mais de 700 milhões de euros de apoios para um investimento global de 1500 milhões de euros», afirmou ainda Capoulas Santos.
Questionado sobre os atrasos no PDR 2020, o Ministro disse que, até ao final do primeiro trimestre de 2017, «o Programa estará em completa velocidade de cruzeiro, razão pela qual já foram abertos novos concursos».
«Na semana passada, abrimos mais 80 milhões de euros, 50 milhões para apoios a investimento nas explorações agrícolas e outros 30 milhões para apoio à agroindústria», referiu Capoulas Santos.
E concluiu: «A razão pela qual abrimos estes novos concursos é porque está a ser concluída a análise dos concursos que haviam sido abertos na vigência do Governo anterior e que tinham de facto muito atraso. Felizmente, está a ser ultrapassado a um ritmo de aprovação de 1500 projetos por mês».
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