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«É manifesto que os resultados que nós vamos assistindo ao que acontece em Alepo estão muito aquém daquilo que é a vontade que a comunidade internacional tem manifestado relativamente àquilo que todos ansiávamos», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, à saída do Conselho Europeu, em Bruxelas, onde o conflito na Síria voltou a ser debatido.
O Primeiro-Ministro acrescentou que a vontade que a comunidade internacional tem manifestado é «que fosse restabelecida a paz e segurança para todos aqueles, sobretudo populações civis, que estão a ser vitimadas por aqueles ataques».
«Durante o Conselho Europeu foram repetidas as palavras que têm sido ditas relativamente à condenação de todas as formas de agressão e foi mandatada a Alta Representante Federica Mogherini para prosseguir as melhores diligências para procurar assegurar aquilo que é prioritário», acrescentou António Costa.
O Primeiro-Ministro referiu que a primazia é «a evacuação de todos os civis, assegurar a proteção internacional a todos aqueles que estão a dar assistência aos civis, de forma a garantir o menor dano possível e salvar o maior número de vidas e evitar o drama humanitário que está a acontecer em Alepo».
«Os líderes europeus sublinharam, mais uma vez, a necessidade de ser assegurado um corredor humanitário, que permitisse evacuar as populações, que permitisse a assistência humanitária e que fossem evitados mais dramas humanos», disse ainda António Costa.
Segundo estimativas das autoridades locais, foram já assassinadas mais de meio milhão de pessoas em Alepo e cerca de 12 milhões de cidadãos foram forçados a emigrar.
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