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2016-11-28 às 14h29

Precariedade é «o principal fator de instabilidade no mercado de trabalho»

José António Vieira da Silva na apresentação de dois relatórios com dados de emprego e formação relativos ao segundo semestre de 2015 e primeiro de 2016

O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social afirmou que «o peso das chamadas formas atípicas de trabalho é o principal fator de instabilidade» do mercado de trabalho, na apresentação de dois relatórios com dados de emprego e formação relativos ao segundo semestre de 2015 e primeiro semestre de 2016, elaborados pelo Centro de Relações Laborais.

José António Vieira da Silva acrescentou que, a prazo, estas formas atípicas «não constituem forma de melhoria de sustentabilidade e competitividade das empresas».

O Ministro disse ainda que, apesar das melhorias do passado recente, Portugal tem níveis de emprego «ainda bem longe» dos níveis anteriores à crise, realçando que o alastramento de formas atípicas de trabalho conduziu a uma «maior precariedade das relações laborais».

«Mesmo com as recuperações recentes da atividade económica, o número de empregos está ainda centenas de milhar abaixo dos níveis pré-crise. É um choque de enorme profundidade», acrescentou.

Vieira da Silva disse que há sinais relevantes que devem ser encarados com otimismo mas realçou que «a grande batalha de Portugal» para a recuperação sólida do mercado de trabalho será não só através da diminuição da taxa de desemprego mas também pela capacidade de atrair pessoas inativas, em idade ativa, para o mercado de trabalho.

 

Foto: Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, na apresentação de dois relatórios com dados de emprego e formação relativos ao segundo semestre de 2015 e primeiro semestre de 2016, elaborados pelo Centro de Relações Laborais, Lisboa, 28 novembro 2016 (Foto: João Relvas/Lusa)