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«Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) vêm confirmar a retoma económica que já foi demonstrada por outros indicadores», afirmou o Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, em declarações à agência Lusa.
Acrescentando que os números «vêm demonstrar o clima de total confiança para o qual o Governo tem vindo a trabalhar desde a primeira hora», o Secretário de Estado referiu que «os últimos dados do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção seguem exatamente o mesmo sentido» dos do INE.
«No primeiro trimestre, em empreitadas de obras públicas, tivemos um total de 196 milhões de euros, no segundo trimestre, 279 milhões de euros, e no terceiro trimestre 364 milhões de euros», disse Guilherme W. d’Oliveira Martins.
Investimento nas autarquias
«Estes dados representam o resultado do esforço que tem sido feito em 2016 para fazer chegar os fundos europeus (Portugal 2020) à economia, especialmente às empresas e às autarquias», afirmou o Secretário de Estado.
Guilherme W. d’Oliveira Martins sublinhou que, «até o final de outubro, o Portugal 2020 já pagou cerca de 1,9 mil milhões de euros no setor da construção, um valor superior ao mesmo período do ciclo anterior (QREN)».
«No caso concreto das autarquias, com reflexo direto no volume de obras em curso, temos neste momento concursos abertos que representam cerca de 2,2 mil milhões de euros em investimento e as autarquias estão a responder e já apresentaram projetos para 1,2 mil milhões de euros de investimento», referiu o Secretário de Estado, acrescentando que em causa estão obras relativas a escolas, equipamentos de saúde e reabilitação urbana.
Questionado sobre os ainda elevados níveis de desemprego que afetam o setor da construção, Guilherme W. d’Oliveira Martins disse que «com o tempo, serão visíveis novos resultados, na sequência da aposta que tem vindo a ser feita com vista à dinamização da atividade».
«Neste momento, o fundamental é a confirmação da retoma económica que tem sido demonstrada por este indicador e que, ao longo do tempo, será demonstrada por outros», concluiu.
Os dados divulgados pelo INE revelam que o índice de novas encomendas na construção manteve no terceiro trimestre um aumento homólogo, mas menos intenso do que no trimestre anterior, tendo progredido 16,1% contra os 22,3% de abril a junho.
Este abrandamento foi determinado pelo índice do segmento de obras de engenharia, que passou de uma variação homóloga de 14,6% para 5,4%, já que o índice relativo ao segmento de construção de edifícios progrediu 31,4% contra 29,4% no trimestre anterior.
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