Notícias
Modal galeria
«O memorando que agora vamos assinar define de forma clara as regras segundo as quais a propriedade e a gestão da Carris passam para a Câmara Municipal de Lisboa», afirmou o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na assinatura do Acordo de princípio sobre o novo modelo de gestão da Carris, em Lisboa. Presidiu à cerimónia o Primeiro-Ministro, António Costa.
Acrescentando que o Acordo «garante que donos diferentes de empresas se obrigam a colaborar na articulação do serviço prestado», o Ministro sublinhou que «as pessoas serão sempre a principal razão do serviço público».
«O facto de Metro e Carris terem donos diferentes não prejudica em nada a sua articulação, bem pelo contrário. As empresas serão igualmente próximas, sendo também mais próxima a relação entre transporte e território urbano, que estava a falhar no modelo atual», realçou ainda João Pedro Matos Fernandes.
Termos do Acordo
«A dívida histórica da empresa mantêm-se no Estado» e «o Estado manterá também o apoio às tarifas que têm apoio social», afirmou ainda o Ministro.
João Pedro Matos Fernandes lembrou também que «foi lançado recentemente um aviso para a compra de autocarros com elevada prestação ambiental, que pretende introduzir 500 novos autocarros, e do qual a Carris será certamente uma das principais beneficiárias».
«O estatuto atual dos trabalhadores é mantido nesta transferência, podendo a autarquia desenhar políticas de contratação e valorização profissional para os seus quadros», acrescentou o Ministro.
Articulação com o Metro
«Durante dias, a linha verde do Metro funcionou com seis carruagens e as melhorias sentidas foram evidentes, com a consequência negativa de ter que se fechar a estação de Arroios», referiu também João Pedro Matos Fernandes.
O Ministro acrescentou: «No próximo verão iniciar-se-ão as obras naquela estação, de modo a que também nela possam parar seis carruagens, não tendo sido possível antes porque não havia projeto». «Ao longo de 2017, as melhorias no Metro, que continuará a ser propriedade do Estado, vão sentir-se com as obras serão levadas a cabo no primeiro semestre nas estações dos Anjos e do Intendente, o upgrade no sistema de bilhética e as demais obras no átrio norte da estação do Areeiro, Colégio Militar, Praça de Espanha, Olivais e Olaias», sublinhou João Pedro Matos Fernandes.
O Ministro realçou que «conseguimos um muito melhor orçamento para 2017», mas «ainda este ano teremos mais composições a circular, estando iminente a recuperação de muitas das composições que se encontram paradas».
«Quero ainda sublinhar que, no que à bilhética diz respeito, as empresas não terão futuros separados. No memorando que hoje assinamos fica claro que nenhuma das empresas criará títulos novos, obrigando-se à venda apenas de títulos intermodais», disse João Pedro Matos Fernandes.
Atrair mais utentes à Carris
«Porque o sucesso que tivemos na recuperação de passageiros no Metro não aconteceu na Carris, importa agir depressa para aumentar a procura», afirmou o Ministro.
«Queremos que Metro e Carris favoreçam a circulação por famílias, garantindo que pais com filhos a caminho da escola usem mais os transportes coletivos», acrescentou João Pedro Matos Fernandes.
«Queremos ainda que os mais idosos voltem a usar os transportes coletivos, criando condições especiais para eles, sendo que esta é uma questão essencialmente da Carris», referiu o Ministro.
Transportes mais amigos do ambiente
«Na conferência do clima, em Marraquexe, o senhor Primeiro-Ministro comprometeu-se com a data de 2050 para que Portugal seja um país neutro em emissões de gases carbónicos», lembrou João Pedro Matos Fernandes.
O Ministro acrescentou: «Iniciaremos, já no início do próximo ano a elaboração de um roteiro de baixo carbono para que o compromisso seja honrado, e o setor dos transportes é indispensável para atingir esta meta, cumprindo o Acordo de Paris», pois «só com uso cada vez mais intensivo dos transportes coletivos poderemos atingir os nossos objetivos».
«Há uma enorme mudança, um compromisso efetivo com novas formas de mobilidade, nas quais o transporte desempenha uma papel axial», sublinhou João Pedro Matos Fernandes.
O Ministro disse também: «É assim nas áreas metropolitanas com a expansão das redes de metro, a renovação da frota das empresas rodoviárias num compromisso que se estende a muitos outros centros urbanos e a empresas privadas».
É assim na reposição do passe Sub-23 sem condição de recursos. É assim na permissão de endividamento das empresas, de forma a recuperar a degradação dos tempos mais recentes. É assim no conjunto do País, com a criação do regime de transporte flexível e extensão do Passe Social + a todo o território», acrescentou João Pedro Matos Fernandes.
«Cidades densas, cidades partilhadas, cidades sustentáveis concebidas para o uso do transporte coletivo, com as empresas de transporte rodoviário a ser geridas por quem gere essas cidades», concluiu.
Foto: Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, na transferência da Carris para a Cãmara Municipal de Lisboa, 21 novembro 2016
Modal galeria