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Histórico XXI Governo - República Portuguesa Voltar para Governo em funções

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2016-11-15 às 11h48

Crescimento económico continua a acelerar

A economia portuguesa cresceu 0,8% do segundo para o terceiro trimestre, sublinha o Gabinete do Ministro das Finanças em comunicado, citando dados do Instituto Nacional de Estatística.

Os dados do crescimento económico confirmam a aceleração da produção nacional que já se observava desde o início do ano. Em termos homólogos, o crescimento do terceiro semestre situou-se em 1,6%, comparando com 0,9% no primeiro e segundo trimestres.

O crescimento foi sustentado nas componentes externa e interna e no forte crescimento do emprego, sendo a confiança e o emprego «os dois pilares do modelo de crescimento equilibrado que Portugal deve seguir».

«Ainda que constituindo excelentes notícias para todos os agentes económicos, estes dados não surpreendem», uma vez que os indicadores de confiança, coincidentes e avançados de várias instituições já faziam prever a aceleração da atividade económica.

«As políticas orçamentais e económicas adotadas e a estabilidade política têm promovido junto dos empresários e trabalhadores portugueses as condições necessárias à recuperação económica do País».

Redução do desemprego e do desencorajamento

O Gabinete do Ministro refere também que «ao excelente desempenho do mercado de trabalho – no terceiro trimestre, a taxa de desemprego, mantendo-se a um nível ainda elevado, caiu para 10,5% e o emprego cresceu 2% – junta-se agora o crescimento económico anualizado de 3,2%».

Em paralelo com o aumento da confiança económica, o número de pessoas classificadas como desencorajadas – aquelas que querem trabalhar, mas não procuram emprego – diminuiu em 43 mil indivíduos desde o terceiro trimestre de 2015.

«Num ano de Governo, a redução do número de desempregados e desencorajados já soma 112 mil pessoas», tendo-se concentrado, em grande medida (47%), entre os mais jovens - até aos 35 anos.

«O número de desempregados licenciados caiu 17,4%, o que constitui a prova de que é importante continuar a promover a educação como forma de preparar a economia para as exigências do século XXI».

Emprego com contratos sem termo

«Estes ganhos na resolução do flagelo do desemprego são acompanhados por sinais muito positivos no emprego», refere o comunicado, acrescentando que «a enorme aceleração da criação líquida de emprego no terceiro trimestre está concentrada nos contratos sem termo (70% dos ganhos líquidos de emprego)», que se dirige, na sua quase plenitude, às pessoas com educação secundária ou licenciatura.

«O crescimento da população com participação ativa no mercado de trabalho – empregados mais desempregados – é um dos mais positivos desenvolvimentos da economia portuguesa».

Zona Euro

Por comparação com a área euro, onde o crescimento médio foi de 0,3%, «apraz-nos registar que Portugal foi o país que exibiu não só o maior crescimento económico, mas, também, a maior aceleração».

«A incorporação destes dados nas previsões para a economia portuguesa implicará uma revisão em alta dos últimos números divulgados por várias instituições», refere o Gabinete do Ministro das Finanças.