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«Daqui a cinco anos, as forças e serviços de segurança vão estar melhor equipadas», afirmou a Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, em declarações à agência Lusa, no dia seguinte à aprovação da proposta de lei de programação das infraestruturas e equipamentos para as forças e serviços de segurança, que prevê um investimento de 450 milhões de euros, a ser realizado entre 2017 e 2021.
Acrescentando que «as necessidades foram todas escrutinadas, referidas e identificadas pelas forças e serviços de segurança», a Secretária de Estado sublinhou que o objetivo é «dotar a PSP, a GNR e o SEF com aquilo que as próprias forças de segurança consideraram fundamental à sua atividade».
«Criámos seis medidas que vão sendo desenvolvidas por prioridade anual», referiu ainda Isabel Oneto, afirmando que «todos os anos há cerca de 90 milhões para distribuir de acordo com as prioridades definidas», entre instalações policiais, viaturas, equipamentos de proteção individual, armamento, equipamento de apoio à atividade operacional e para funções especializadas e sistemas de tecnologia de informação e comunicação.
Aposta nas tecnologias de informação
«Há vários problemas para resolver», disse ainda a Secretária de Estado, acrescentando que «há muita coisa a fazer nesta matéria das infraestruturas, não sendo possível fazer de um momento para o outro. Só mesmo com um plano de investimento».
E exemplificou, com casos de quartéis da GNR instalados em área de intervenção da PSP e de esquadras que funcionam em prédios habitacionais ou em ruas com pouca acessibilidade, «todas situações que têm de ser revistas», referiu Isabel Oneto.
«No entanto, não são apenas as instalações policiais que merecem um investimento prioritário», realçou a Secretária de Estado, referindo: «Nós sabemos que as infraestruturas são um pilar fundamental das forças de segurança, é a parte mais visível. Mas, se não tivermos o nosso efetivo na rua protegido com equipamento de proteção individual, com comunicações e com equipamento que lhes permita o exercício da função, não teremos forças de seguranças adequadas à missão que têm de cumprir».
Isabel Oneto afirmou também que é preciso «um investimento homogéneo e equilibrado entre tudo aquilo que é componente do cumprimento da missão», sendo que «mais de 50%o do investimento destina-se aos sistemas de tecnologias de informação e comunicação devido à manutenção do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e à aquisição de novas torres.
«O investimento para as tecnologias de informação necessita de ser maior nos dois primeiros anos e vamos recorrer ao aluguer para adquirir veículos. No terceiro, quarto e quinto ano, já conseguimos adquirir veículos porque há uma libertação da verba por parte das tecnologias», disse a Secretária de Estado.
Isabel Oneto concluiu, referindo que «o parque automóvel está com uma idade média muito elevada e o investimento vai permitir renovar a frota e diminuir os custos da manutenção».
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