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«É natural que Portugal possa servir de ponte entre a Europa e África», afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa, após a abertura da reunião inaugural do EurAfrican Forum, em Cascais.
O Ministro acrescentou que «é isso que explica que tenha sido em presidências portuguesas da União Europeia (UE), em 2000 e 2007, que se tenham realizado as primeiras cimeiras entre a UE e África».
«África tem sido uma prioridade constante da política externa de todos os governos democráticos portugueses», sublinhou Augusto Santos Silva.
Lembrando que o português que se fala em África é o que progride mais, com a ONU a projetar que antes do fim do século o número de falantes de português em África supere os da América Latina, o Ministro disse: «Essa proximidade é nos dois sentidos e posso dar um exemplo simples e atual: No processo de candidatura do engenheiro António Guterres a secretário-geral da ONU, podemos dizer hoje que a África foi a primeira região a apoiar sem falhas a candidatura».
«Angola foi o primeiro país com assento no Conselho de Segurança da ONU, e por isso com direito de veto, a apoiar publicamente, de forma cristalina» a candidatura de António Guterres, referiu Augusto Santos Silva.
O Ministro afirmou também que, «logo a seguir, quer o Egito quer o Senegal foram muito claros. É mais uma prova dessa grande proximidade».
Augusto Santos Silva concluiu, dizendo que, embora os países africanos de língua portuguesa sejam particularmente próximos, a relação de Portugal com África não se esgota na lusofonia, estendendo-se a todo o Magreb, a países da África ocidental - tanto anglófona como francófona - e às comunidades portuguesas na África do Sul. Neste âmbito, Portugal tem um papel muito importante no incremento da cooperação entre a União Europeia e África no plano económico.
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