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A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, contestou, no Luxemburgo, a proposta do total admissível de captura e das quotas para as espécies de profundidade, que prevê reduções generalizadas das possibilidades de captura do goraz na Região Autónoma dos Açores.
«Os pescadores da região, que utilizam artes de pesca artesanais e muito seletivas, não têm alternativas, e o seu rendimento depende consideravelmente da pesca desta espécie», afirmou a Ministra, na reunião bilateral com o Comissário Europeu do Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella.
Ana Paula Vitorino sublinhou ainda que, «desde 2012, o Governo Regional reforçou a monitorização e acompanhamento científico do recurso e implementou medidas complementares de gestão com a interdição da pesca em algumas áreas, de que resultaram já reduções das capturas gerando, em consequência, significativos impactos socioeconómicos».
Das 448 embarcações que operam na pesca do goraz, na Região Autónoma dos Açores, 76% têm uma dimensão inferior a 10 metros, representando o goraz percentagens muito significativas do seu rendimento, em alguns casos superiores a 80%.
No Conselho foi também discutida a posição comum da União Europeia na próxima reunião anual da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico, que terá lugar entre 14 e 21 de novembro, em Portugal.
A este propósito, a Ministra referiu a preocupação com a utilização de técnicas industriais que estão a colocar em risco a sustentabilidade da pesca artesanal de atum que se pratica nos Açores e na Madeira.
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