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2016-10-08 às 13h42

Primeiro-Ministro aponta indústria e portos como novas áreas de parceria com a China

Primeiro-Ministro António Costa e Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, e respetivas delegações em reunião de trabalho, Pequim, 8 outubro 2016 (Foto: Estela Silva/Lusa)

«Para além dos investimentos que têm sido feitos em Portugal, queremos sensibilizar os dirigentes chineses para o facto de existirem novas áreas de cooperação que podem desenvolver-se, em particular no campo industrial», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, após ter sido recebido pelo Presidente da República Popular da China, Xi Jinping,

O Primeiro-Ministro encontra-se em viagem oficial à China durante quatro dias. Acompanham António Costa os Ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes. Antes da reunião de trabalho com o Presidente Xi, António Costa reuniu-se com o Presidente do Congresso do Povo, Zhang Dejiang.

«A partir desta visita, gostaríamos de abrir portas para que haja novos investimentos que não sejam de aquisição de ativos [casos da EDP e da REN], mas que sejam de estabelecimento de parcerias com empresas portuguesas, em particular no setor industrial», acrescentou António Costa.

Papel estratégico dos portos

O Primeiro-Ministro lembrou que «Portugal tem hoje grande capacidade de cooperação em áreas como a indústria automóvel ou as energias renováveis» e «há novas perspetivas no setor dos portos, sobretudo com o grande projeto chinês de rota marítima», no qual «uma infraestrutura como o nosso porto de Sines pode ter um papel essencial a desempenhar».

António Costa afirmou que «existe também uma vontade da China estabelecer uma grande interconexão internacional na área da energia. Na sequência do acordo entre Portugal e o Reino de Marrocos, estamos - por isso - perante uma nova área interessante».

Em relação às exportações, o Primeiro-Ministro disse que existe «a hipótese de o mercado chinês abrir mais as suas portas no setor agrícola, sobretudo a produtos como o porco, a fruta e o leite».

Turismo e cultura

No turismo, na sequência de uma ligação aérea direta entre Lisboa e uma cidade chinesa, «o setor pode ganhar um novo impulso», afirmou António Costa.

O Primeiro-Ministro acrescentou que é objetivo do País expandir na China a língua portuguesa: «Temos assistido a um grande crescimento das nossas relações económicas e culturais. Em breve vamos assinar dois importantes acordos no domínio da cooperação cultural: um sobre a instalação de centros culturais e outro sobre o tratamento de arquivos». E lembrou a realização em Pequim do festival de cinema português.

«Verifica-se, também na China, um interesse crescente pela língua portuguesa - uma língua global, que hoje serve 250 milhões de pessoas em todo o mundo, e que brevemente serão 360 milhões», referiu António Costa, que elogiou o trabalho da comunidade chinesa residente em Portugal.

Apoio claro e firme nas Nações Unidas

«Aproveito esta oportunidade para agradecer o apoio claro e firme prestado pela República Popular da China à candidatura de António Guterres ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas», afirmou ainda o Primeiro-Ministro.

Sublinhando que o nível de relações políticas entre Portugal e a China «mantém-se muito bom, e os dois países manifestam uma clara vontade de assim prosseguirem», António Costa referiu os laços históricos seculares entre os dois países.

O Primeiro-Ministro disse que «o processo de transição de Macau decorreu de forma exemplar. E Macau tem assumido o papel de importante plataforma nas relações com os países de expressão portuguesa».

Além de também referir a eleição de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas, o Presidente da República da China felicitou também António Costa pela vitória de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, e respetivas delegações em reunião de trabalho, Pequim, 8 outubro 2016 (Foto: Estela Silva/Lusa)