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2016-09-21 às 18h23

«Web Summit é uma forma de afirmar o País com um perfil diferente»

Primeiro-Ministro António Costa com o presidente do Web Summit, Paddy Cosgrave
Discurso do Primeiro-Ministro no encerramento do Road 2 Web Summit

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que «o Web Summit em Portugal é muito importante porque é uma forma de afirmar o País com um perfil diferente do que é conhecido».

«Já sabemos que somos um grande destino turístico, somos grandes produtores de sapatos, temos o melhor azeite do mundo, estamos a ficar com os melhores vinhos do mundo e somos ótimos no têxtil, mas temos de ter outro perfil», disse no encerramento do Road 2 Web Summit, no Beato, em Lisboa.

«Somos bons na indústria automóvel, somos parceiros num projeto de indústria aeronáutica, mas temos hoje uma multiplicidade de empresas na área das novas tecnologias e da inovação que dão um novo perfil ao País. E o Web Summit é uma oportunidade única para mostrar o País e para que cada uma das nossas empresas estabeleçam uma rede de network», acrescentou.

António Costa destacou as 66 empresas escolhidas para representar Portugal no Web Summit, mas afirmou que é necessário continuar a alargar horizontes: «Estamos numa era em que a dimensão do nosso mercado não é questão».

O nosso mercado não são os 10 milhões de residentes, não são sequer os 15 milhões de portugueses: é o mercado global. E esta é a oportunidade que a era digital nos oferece e que tem de ser agarrada, que tem de ser aproveitada», sublinhou.

Estratégia Startup Portugal

O Primeiro-Ministro reiterou que a estratégia Startup Portugal passa por «ajudar a internacionalização» e referiu que «no final desta semana, pela primeira vez, startups portuguesas vão integrar missões governamentais em três cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte); e pela primeira vez, startups portuguesas vão estar no fórum empresarial da lusofonia que tem lugar em Macau, em novembro».

António Costa afirmou que para conseguir a internacionalização «é necessário criar oportunidades de financiamento e desenvolvimento». «É por isso que anunciámos, no princípio do verão, no Porto, uma estratégia».

«Uma estratégia que está já em curso no terreno. Hoje, às duas e meia da tarde, abriu o concurso para o Startup Voucher, que visa financiar, durante um ano, o desenvolvimento de projetos empresariais até poderem ser colocados no mercado», acrescentou.

«Está já aberto o programa do Vale de Incubação, que visa financiar as startups para poderem ir para as melhores incubadoras e terem condições de encontrar financiamento e mentoring, para poderem crescer e poderem desenvolver-se», continuou.

«Startup é só mesmo o início. O que estamos a falar é de empresas e queremos que possam crescer. Para isso, a incubação é essencial», disse.

Linhas de financiamento

O Primeiro-Ministro afirmou que o Governo abriu duas linhas de financiamento que «visam alavancar um investimento global superior a 300 milhões de euros».

Destas duas linhas, uma é dirigida a Business Angels no valor de 26 milhões de euros, e a outra é de Capital de Risco, no valor de 100 milhões de euros.

«São as duas maiores linhas alguma vez abertas de financiamento para criar startups em Portugal», realçou.

Web Summit é «alavanca fundamental»

António Costa reiterou que o Web Summit é «sobretudo uma alavanca fundamental para uma estratégia que tem de mobilizar e contagiar o conjunto do País».

«Estou obviamente muito feliz com este projeto, que vai ajudar a renovar a zona oriental de Lisboa. Estou muito contente com este projeto aqui no Beato e seguramente que Lisboa é uma grande cidade de empreendedorismo», disse.

«Mas temos de ser humildes e perceber que não é só Lisboa que pode ser uma cidade de empreendedorismo. Há o Porto, há Braga, há Aveiro, há muitas cidades que, felizmente, ganharam hoje uma dinâmica muito forte na área do empreendedorismo», afirmou.

O Primeiro-Ministro sublinhou o esforço que está a ser feito nas cidades portuguesas para que o País seja verdadeiramente Startup Portugal.

«Esta é a oportunidade de darmos o salto e hoje temos as condições para isso. Porque hoje temos aquilo que era mais difícil de fazer, que era a formação de talento. Este talento existe, está na sala, está espalhado pelo País. E temos de dar a oportunidade para que esse talento se possa soltar. E quando soltamos o talento, conseguimos ter sucesso», disse.

Representação portuguesa

O Primeiro-Ministro deu também os parabéns às 66 empresas que «tiveram o direito a estar presentes e a representar Portugal no Web Summit».

«Parabéns pela excelência da vossa apresentação, pela excelência do vosso trabalho, pela excelência da vossa criatividade, pela excelência da vossa inovação», disse.

António Costa referiu ainda a exposição que visitou de manhã, de 100 projetos financiados pela Fundação Ilídio Pinho, referente ao projeto Ciência na Escola. «É um projeto que visa começar, a partir do jardim-de-infância, a fomentar a criatividade, a identificar problemas e a criar soluções», afirmou.

«Muitos destes projetos são projetos que têm condições para poderem ser desenvolvidos e transformarem-se em projetos empresariais», disse, acrescentando que o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, aproveitou a oportunidade para assinar um protocolo com a fundação, de forma a transformar os melhores daqueles 100 projetos em projetos de empreendedorismo.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa com o presidente do Web Summit, Paddy Cosgreve, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, e o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, no Road 2 Web Summit, Lisboa, 21 setembro 2016 (Foto: José Sena Goulão/Lusa)