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2016-09-14 às 12h31

Ano letivo começou «com tranquilidade, como devem começar todos os anos escolares»

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na visita à escola Passos Manuel para assinalar a abertura do ano letivo, Lisboa, 14 setembro 2016

«Começámos bem, ou seja, de uma forma normal, com tranquilidade, como devem começar todos os anos escolares», afirmou o Primeiro-Ministro António durante uma visita à escola básica e secundária Passos Manuel, que frequentou quando era estudante, na década de 1970, em Lisboa.

Esta visita, na qual foi acompanhado pelo Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, destinou-se a assinalar a abertura do ano letivo para 1,2 milhões de alunos e foi replicada por três dezenas de membros do Governo, geralmente a escolas que frequentaram ou a que estiveram ligados.

O Primeiro-Ministro afirmou que «é importante que os professores sejam colocados a tempo e horas, que os alunos também sejam colocados a tempo e horas nas escolas, e que as escolas possam abrir normalmente» no início de setembro de cada ano.

«Começar com normalidade é a primeira condição para que as escolas possam respirar - e felicito o senhor Ministro da Educação pelo grande sucesso da abertura tranquila e normal do ano escolar, algo que não deveria ser uma novidade, mas, infelizmente, os últimos anos tornaram a normalidade uma novidade», acrescentou.

Manuais escolares gratuitos e professores tutores

António Costa disse também que o Governo vai «fazer uma aposta fundamental na igualdade de oportunidades e um trabalho intensivo para a melhoria do sucesso escolar».

Sublinhando que «esta foi a primeira vez em que, no primeiro ciclo do Ensino Básico, todos os meninos receberam gratuitamente os manuais escolares», acrescentou que isto é «um sinal importante no objetivo de haver uma escola pública cada vez mais acessível a todos e com maior qualidade».

Ao mesmo tempo, «em todos os 800 agrupamentos, foi lançado um programa para o sucesso escolar, associando a comunidade educativa, às autarquias e ao conjunto da sociedade», através criação de professores tutores para apoiar os alunos com mais dificuldades.

«É isso que justifica todo o esforço que temos de fazer e que explica também o novo método de avaliação, com o qual se pretende aferir o conhecimento e dar oportunidades às escolas e famílias para fazerem o trabalho com cada uma das crianças», acrescentou.

O Primeiro-Ministro disse ainda para que Portugal seja competitivo «é condição fundamental o conhecimento», e «para que o conhecimento seja inclusivo, é fundamental apostar-se na educação e, em particular, na escola pública», sendo esta «a prioridade da ação do Governo».

Orçamento de 2017 aumenta investimento na educação

António Costa referiu que o Governo está a concluir a proposta de Orçamento do Estado para 2017, que será apresentada no Parlamento em outubro, afirmando: «Posso dizer que este Orçamento irá refletir de várias maneiras a prioridade que damos à Educação».

O Primeiro-Ministro disse que o próximo Orçamento «dará a devida prioridade à educação, porque o investimento em educação é essencial para o desenvolvimento sustentável do País, tendo uma economia sólida e uma sociedade de cidadãos ativos, informados, que reforcem a vida democrática».

«É claro que não vamos satisfazer tudo, porque o Orçamento não é ilimitado, mas terá marcas importantes, como o apoio às famílias e o investimento nos estabelecimentos de ensino, não apenas na parte física, mas também ao nível dos conteúdos», acrescentou.
 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na visita à escola Passos Manuel para assinalar a abertura do ano letivo, Lisboa, 14 setembro 2016 (Foto: José Sena Goulão/Lusa)