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2016-09-09 às 18h10

Ministro da Cultura sublinha a importância do património moderno português no mundo

«É importante termos consciência que o património português no mundo não se limita aos fortes, muralhas ou edifícios religiosos que marcaram uma determinada época da nossa história», afirmou o Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, no encerramento da conferência Docomomo, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

O Ministro sublinhou que existe ainda «um edificado mais recente que reveste uma linguagem arquitetónica inovadora para a sua época, e na vanguarda do que se fazia no mundo».

«No caso específico do modernismo, o reconhecimento do valor patrimonial faz-se, não só pela fruição, mas também pela classificação legal», lembrou Luís Filipe Castro Mendes.

E realçou: «Por todo o País estão já protegidos alguns dos edifícios mais marcantes deste período, como é o caso de obras assinadas por arquitetos como Pardal Monteiro, Cassiano Branco, Cristino da Silva, Carlos Ramos, Álvaro Siza, Nuno Portas e Teotónio Pereira».

Cultura arquitetónica e reabilitação

Referindo que a Docomomo junta «uma diversidade de especialidades, experiências e geografias», o Ministro disse que o trabalho desta organização «é uma grande oportunidade para a salvaguarda, divulgação e valorização do potencial do património moderno português no mundo, nomeadamente em África, onde existe um conjunto patrimonial ímpar de edifícios concebidos para diversas funções».

«O facto de a Docomomo internacional estar sediada em Lisboa constitui um motivo de orgulho. Quase a assinalar três décadas de atividade, afirmou-se como um importante ator, não só no domínio da reabilitação de edifícios, mas também da cultura arquitetónica», concluiu.