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O Governo e a Cáritas Diocesana de Setúbal assinaram uma Carta de Compromisso para o financiamento da «Residência Temporária para Adolescentes e Jovens grávidas e mães com seus filhos», um equipamento com quatro quartos e capacidade para acolher quatro jovens mães com os respetivos filhos, de uma forma transitória.
A Casa de Acolhimento Nossa Senhora da Misericórdia funciona em instalações cedidas pela Câmara de Setúbal e foi inaugurada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
O Presidente da República, o Ministro Adjunto e a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade visitaram ainda o Centro Social de Nossa Senhora da Paz, no Bairro da Bela Vista, onde funcionam diversas valências da Cáritas de Setúbal, como creche, pré-escolar, centro de dia e apoio domiciliário para idosos, o Centro de Apoio à Vida para adolescentes e jovens grávidas ou mães e o Centro de Intervenção Comunitária.
A Carta de Compromisso para o financiamento, até ao final do ano, da Casa de Acolhimento foi assinada pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, e pelo Presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, Eugénio Fonseca.
Proteção a famílias
Na cerimónia, que assinalou também o Dia Internacional da Caridade, o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que o novo projeto da Cáritas vai «dar proteção a um nicho particularmente vulnerável que é o das jovens grávidas que se veem despojadas das relações familiares e de apoio da sociedade».
Por isso, Eduardo Cabrita considerou que o Governo, a Cáritas e a autarquia «não podiam deixar de dar a mão a estas jovens para que não percam a capacidade de acreditar no futuro». «É muito importante unirmo-nos nos momentos difíceis e este é um projeto que nasce do empenhamento destas entidades», acrescentou.
O Ministro Adjunto referiu a importância de mobilizar a sociedade civil e todos quantos «têm responsabilidades políticas, locais ou nacionais», para o apoio aos que mais precisam e lembrou que «nos últimos anos, o risco de pobreza infantil aumentou», assim como «o risco da desigualdade, fruto da precariedade salarial» e o desânimo «daqueles que, com grandes qualificações, viram na emigração a sua única solução».
Neste quadro é essencial «criar várias frentes de riqueza, repor rendimentos, criar esperança», concluiu Eduardo Cabrita.
Foto: Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino e Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na assinatura de uma Carta de Compromisso para o financiamento da «Residência Temporária para Adolescentes e Jovens grávidas e mães com seus filhos», Setúbal, 6 setembro 2016
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