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2016-08-15 às 22h16

Reforma florestal tem de avançar enquanto «as pessoas tenham bem viva na sua memória a tragédia» dos incêndios

Primeiro-Ministro, António Costa, reúne com autarcas do distrito de Viana do Castelo para debater a reforma florestal, Arcos de Valdevez, 15 agosto 2016 (Foto: Arménio Belo/Lusa)

O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que a reforma florestal tem de avançar: «É esta a altura, porque é preciso que as pessoas tenham bem viva na sua memória a tragédia que temos vindo a viver» relativamente aos incêndios das últimas semanas.

Estas declarações foram feitas no Parque da Peneda-Gerês, em Arcos de Valdevez, perante os autarcas dos concelhos do distrito de Viana do Castelo mais afetados pelos fogos.

«Se deixarmos passar mais tempo, as condições políticas para a reforma que é necessária fazer vão-se perdendo», acrescentou o Primeiro-Ministro.

António Costa referiu ainda que «é preciso fazer o cadastro florestal do País para que haja uma gestão integrada da floresta. Não é mais possível continuar a dizer que o cadastro é impossível de fazer a norte do Tejo».

Investir mais na prevenção no combate aos incêndios

«É também necessário contrariar o mito sobre os gastos no combate aos incêndios, e que é pouco o dinheiro investido na prevenção», afirmou o Primeiro-Ministro.

«É a falta na prevenção que faz gastar tanto dinheiro no combate às chamas», disse António Costa, referindo que «a falta de investimento na prevenção é fruto de opções erradas que no passado foram tomadas, quer em matéria de política agrícola, quer em matéria de conservação da natureza».

E concluiu: «O dinheiro que é gasto no combate aos incêndios é dinheiro subtraído a outros investimentos essenciais à segurança interna».

 

Foto: Primeiro-Ministro, António Costa, reúne com autarcas do distrito de Viana do Castelo para debater a reforma florestal, Arcos de Valdevez, 15 agosto 2016 (Foto: Arménio Belo/Lusa)