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2016-08-12 às 17h51

Número de jovens que não estuda nem trabalha está a diminuir desde 2013

Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita

O número de jovens portugueses que não estudam nem trabalham tem vindo a diminuir desde 2013, com um decréscimo de cerca de 50 mil jovens, sublinhou o Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita.

De acordo com um estudo do Eurostat divulgado a 11 de agosto, um em cada seis jovens portugueses, com idades entre os 20 e os 24 anos, não estavam nem a trabalhar nem a estudar em 2015. Durante este período, o número de jovens entre os 20 e os 24 anos nesta situação aumentou 4,9 pontos percentuais, passando de 12,6%, em 2006, para 17,5%, em 2015.

Apesar deste aumento no global dos dez anos, tem-se registado um decréscimo desde 2013, destacou o Secretário de Estado: “Este indicador em relação aos jovens tem vindo a melhorar».

No segundo trimestre de 2013, «que foi o pico desta situação no mercado de trabalho, a taxa era de 13,5% e atualmente, segundo o INE, está nos 9,2%», disse Miguel Cabrita, especificando que «entre o segundo trimestre de 2013 e o segundo trimestre de 2016, nestes últimos três anos, o número de jovens nesta situação diminuiu de cerca de 150 mil para aproximadamente 100 mil».

Apesar da descida, o Secretário de Estado garantiu que este é um valor que não satisfaz, mas que a realidade está a mudar: «Há uma trajetória de melhoria do mercado de trabalho, que está a ter impacto na taxa de desemprego jovem, que depois de ter ultrapassado os 30% atualmente ronda os 26,9%».

«A questão dos jovens no mercado de trabalho é prioritária para o atual Governo e estão em marcha medidas, ao nível do Instituto de Emprego e Formação Profissional, para identificar e perceber onde estão os jovens que não estudam nem trabalham».

A estratégia de intervenção passa, num primeiro momento, pela melhoria e inovação das formas de identificação dos atuais e potenciais jovens que não estudam nem trabalham, designadamente através de campanhas de sensibilização ou por via da promoção da Plataforma Garantia Jovem na internet.

Assim que forem identificados, importa garantir a existência de ofertas de formação, qualificação ou de emprego que potenciem a integração futura destes jovens no mercado de trabalho, explicou o governante.