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O Ministério das Finanças considera, numa nota acerca das estimativas do crescimento publicadas pelo INE, que o crescimento de 0,8% da economia portuguesa no segundo trimestre face ao mesmo período de 2015, divulgado pelo INE, representa «uma evolução inferior à que está subjacente ao Orçamento do Estado de 2016». Considera assim que economia está «a levar mais tempo a acelerar o ritmo de crescimento».
«Contudo, nos próximos meses, o crescimento económico deverá ser sustentado nos sinais de franca recuperação do mercado de trabalho», referindo a descida do desemprego para 10,8% (menos 61 mil desempregados) e a subida do emprego (mais 52 mil empregos do que há um ano).
A nota aponta ainda que «desde 2011, nunca houve uma tão forte criação de novos empregos», sublinhando que os «novos contratos permanentes cresceram 13% no último ano, enquanto os novos contratos a prazo caíram 1%», o que «é um indicador da confiança dos empresários na economia».
Além deste indicador, também «os indicadores de confiança da indústria, construção, serviços e comércio, estão acima dos valores que registavam no final de 2015», sendo as expectativas de investimento em 2016, também divulgadas pelo INE, as mais elevadas desde 2007.
O Ministério sublinha que «no segundo semestre, este cenário de investimento será reforçado pela implementação completa do Portugal 2020».
Assim, o crescimento nominal do Produto Interno Bruto dever-se-á ter mantido robusto no segundo trimestre (após 3,3% no primeiro trimestre), pelo que a execução fiscal no primeiro semestre se encontra em linha com o orçamentado.
«O rigor das contas públicas traduz-se, também, na contenção da despesa pública», refere ainda a nota, acrescentando que «como resultado, a melhoria do défice público no primeiro semestre excedeu o projetado no Orçamento do Estado de 2016, permitindo antever o cumprimento do objetivo anual».
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