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O Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, considerou muito positiva a redução da taxa de desemprego para 10,8% no segundo trimestre, abaixo da meta traçada pelo Governo para 2016.
Miguel Cabrita afirmou que os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são a confirmação da recuperação económica e que está a existir criação líquida de emprego.
«Desde o segundo trimestre de 2010, há seis anos, que não havia uma taxa tão baixa como esta e isso é um indicador que naturalmente é positivo e que deve traduzir-se num sinal de confiança», sublinhou o Secretário de Estado.
A taxa de desemprego no 2.º trimestre deste ano caiu para 10,8%. Este valor é inferior em 1,6 pontos percentuais ao do 1.º trimestre de 2016, e em 1,1 pontos percentuais ao do trimestre homólogo de 2015. O valor fica abaixo da estimativa do Governo para o conjunto do ano (11,4%).
Já a população empregada verificou um acréscimo trimestral de 2,0% (mais 89,2 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 0,5% (mais 21,7 mil pessoas).
«Não há dúvida que do ponto de vista da evolução de longo prazo do mercado de trabalho são dados muito positivos quando comparados com os outros anos e com o último trimestre», afirmou o secretário de Estado.
Contudo, acrescentou, «há ainda muitas pessoas desempregados e temos de continuar a trabalhar para baixar estes níveis de desemprego».
Mais pessoas a trabalhar
Os dados do INE mostram que existem 559 mil portugueses à procura de trabalho, menos 81 mil do que no trimestre anterior (-12,6%) e menos 61 mil do que no trimestre homólogo (-9,8%).
Já a população empregada, estimada em 4602,5 mil pessoas, verificou um acréscimo trimestral de 2,0% (mais 89,2 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 0,5% (mais 21,7 mil pessoas).
A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,3%, valor superior ao observado no trimestre anterior em 0,2 pontos percentuais e inferior ao do trimestre homólogo em 0,3 pontos percentuais.
Para a diminuição da taxa de desemprego contribuiu uma melhoria considerável do desemprego jovem: a população desempregada jovem (15-24 anos) recuou em 15,9% face ao trimestre anterior.
A taxa de desemprego de longa duração também caiu 0,5 pontos percentuais para 6,9%.
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