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O Primeiro-Ministro António Costa presidiu à assinatura do contrato do desenvolvimento de um Laboratório Colaborativo na área do aeroespacial e da mobilidade elétrica, no Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), em Matosinhos.
«Testemunhamos o lançamento dos Laboratórios Colaborativos, implementando mais uma das iniciativas do Programa Nacional de Reformas, promovendo a inovação», afirmou o Primeiro-Ministro.
Este contrato «significa o compromisso de quem produz o conhecimento, de quem o pode transmitir às empresas e das empresas em que é a inovação que vai ser o futuro» do País, afirmou, acrescentando que «queremos promover mais programas de investigação e inovação concertados entre as Instituições de Ensino Superior e as empresas».
«Pôr as políticas públicas ao serviço da inovação»
«É esta a nossa agenda: pôr as políticas públicas ao serviço da inovação, promovendo a articulação entre a ciência, a tecnologia e as empresas», afirmou.
Neste processo de concertação entre ensino e empresas, «reforçar Centros Tecnológicos e estabelecer os Laboratórios Colaborativos é determinante», disse também.
O reforço do papel dos Centros de Interface Tecnológico e a ampliação da sua capacidade de intervir nas empresas, vai ser feita também através do Programa Capacitar, destinado a promover o desenvolvimento económico e social local.
«É preciso ter os olhos postos no futuro»
O Primeiro-Ministro referiu que «houve um momento de hesitação e em que se pensou que podíamos voltar a andar para trás e que podíamos voltar a ser competitivos não com base no conhecimento mas com base nos baixos salários, não apostando na inovação das energias renováveis mas discutindo o custo do investimento da energia renovável, em que se sacrificou a mobilidade elétrica».
«Mas felizmente o Diabo já lá vai e estamos agora centrados de novo naquilo que é essencial: ter os olhos postos no futuro e perceber que só seremos competitivos mesmo enquanto investirmos na educação, do pré-escolar à educação de adultos», acrescentou.
Na cerimónia em que estiveram igualmente presentes os Ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, decorreu também a assinatura de um protocolo para a concretização de um novo veículo elétrico.
António Costa reafirmou que «é preciso ter os olhos postos no futuro» e «para isso é necessária estabilidade nas políticas públicas, de forma a que elas possam ter continuidade», porque «nós não podemos dizer que o conhecimento é hoje prioritário e voltar a dizer amanhã que o que é prioritário é baixar salários».
O Primeiro-Ministro sublinhou que o País não pode voltar a equivocar-se quanto ao caminho a prosseguir no futuro, afirmando que esse caminho deve ser o de apostar «no emprego qualificado, em emprego melhor, porque é esse que fixa e atrai talento».
Desemprego «só descerá sustentadamente se apostarmos na inovação»
«Foi muito bom termos sabido que o desemprego baixou 4,4% de maio para junho e 4,7% de junho passado para julho deste ano, mas o desemprego não continuará a descer sustentadamente se andarmos para trás», disse ainda.
O desemprego «só descerá sustentadamente se apostarmos na inovação e, para além de diminuirmos o desemprego, aumentarmos o emprego de qualidade, o emprego técnico, científico, o emprego que gera valor».
António Costa afirmou que «se não nos concentrarmos na execução dos seis pilares fundamentais do Plano Nacional de Reformas (…) estaremos certamente, daqui a uns anos, não a celebrar que este foi o primeiro ano em que vamos conseguir cumprir as metas do défice, mas estaremos novamente a discutir sanções por não cumprirmos as metas do défice».
«É com os olhos postos no futuro, com estabilidade, com políticas publicas certas e com a aposta na inovação que nós nos livramos do Diabo e ganhamos confiança e capacidade para vencer no futuro. Essa tem que ser a nossa trajetória e é para isso que nós temos de trabalhar», afirmou.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa junto a um dos produtos do Laboratório colaborativo entre universidades, centros tecnológicos e empresas, Matosinhos, 22 julho 2016 (Foto: Estela Silva/Lusa)
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