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O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que os europeus têm de se mobilizar «para que a Europa seja cada vez mais competitiva nesta economia global, que é muito exigente para todos nós», numa declaração à imprensa após uma reunião com o Presidente francês, François Hollande, que se encontra em visita oficial a Lisboa.
O Primeiro-Ministro acrescentou que os europeus têm que vencer «enormes desafios, desde a união energética à união digital, para que a Europa possa ser de novo uma grande potência económica liderante em todo o mundo».
O Primeiro-Ministro agradeceu «à França todo o apoio que nos tem dado, na análise serena daquilo que tem sido o esforço de Portugal para reduzir o seu défice e cumprir as regras comuns do Euro».
«Não há moeda única sem regras comuns e portanto nós queremos cumprir as regras comuns», afirmou António Costa. «Ao longo deste ano fizemos um grande esforço, continuamos a fazer um grande esforço e continuaremos a fazer um grande esforço», sublinhou.
O Primeiro-Ministro recordou que «reduzimos de 2010 até 2015 um défice de 8,6% para 3,2% e por isso é injusto que seja aplicada uma sanção, e é, além do mais, contraproducente», pois «estamos no primeiro ano em que a própria Comissão Europeia reconhece que Portugal vai cumprir um défice abaixo dos 3% e todas as informações que temos da nossa execução orçamental confirmam que iremos alcançar um bom resultado».
«Julgamos que é fundamental que estas regras ajudem a dar confiança entre todos», disse ainda.
Prioridades da UE
O Primeiro-Ministro agradeceu ainda ao Presidente François Hollande a sua visita a Portugal, referindo que «a França sofreu um ataque horrível» em Nice, no 14 de Julho, «cuja dor todos partilhamos».
«Portugal é totalmente solidário com a França relativamente a este ataque que sofreu, como o foi no passado quando dos ataques de Paris» em novembro de 2015, acrescentou.
Este ataque «é um bom exemplo de como a Europa se tem de concentrar naquilo que é fundamental: a segurança das pessoas, a criação de emprego, o crescimento económico e dar esperança ao futuro da juventude», afirmou António Costa. «Este é um esforço que é exigido a todos os países europeus», disse ainda.
«O Conselho de Ministros desta semana aprovará o regulamento final da unidade de combate antiterrorista e até ao final deste ano teremos em funcionamento o ponto de contacto único entre as nossas polícias e as instituições europeias, porque é essencial reforçar a cooperação policial transnacional, a troca e a partilha de informações».
Europa precisa de maior coesão e esperança
O Presidente francês afirmou que Portugal «tem feito muitos esforços [financeiros] e a França quer que a Comissão Europeia tome rapidamente a sua decisão» sobre eventuais sanções a aplicar, no âmbito do procedimento por défices excessivos.
«Quanto mais depressa as decisões forem tomadas, mais simples será para todas as partes», acrescentou François Hollande, sublinhando que «não se pode sancionar um país que trabalhou para a coesão da zona euro como foi o caso de Portugal».
O Presidente francês realçou que «é preciso dar ao projeto europeu coesão e esperança, pois a União Europeia não se limita a regras e procedimentos».
Em relação à saída do Reino Unido da União Europeia («Brexit»), François Hollande afirmou que a União Europeia «tem de ser rápida a abrir negociações com o Reino Unido, para o grau de certeza ser maior e para que a Europa possa definir a sua relação futura» com este país.
«Na cimeira de Bratislava, os Estados-membros irão aprofundar a construção europeia nas mais diversas áreas, para além do reforço da zona euro», concluiu. Os Chefes de Estado ou de Governo da UE reunir-se-ão informalmente na capital da Eslováquia a 16 de setembro.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa recebe o Presidente da República Francesa, François Hollande, Lisboa, 19 julho 2016 (Foto: André Kosters/Lusa)
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