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2016-07-09 às 17h31

Os três objetivos da Cimeira da Aliança Atlântica foram cumpridos

Primeiro-Ministro António Costa com o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o Presidente da Polónia, Andrzej Duda à chegada para a Cimeira do Altântico Norte, Varsóvia, 8-9 julho 2016

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que «os três objetivos da Cimeira estão cumpridos», numa declaração no final da reunião dos Chefes de Estado e/ou de Governo dos países da Aliança Atlântica que se reuniu em Varsóvia, Polónia, durante dois dias.

O Primeiro-Ministro disse que «em primeiro lugar, foi reforçada a dissuasão e a defesa coletiva, completando o que tinha sido definido em 2014 com os objetivos comuns relativamente ao sistema de dissuasão e defesa na frente leste europeia».

«Em segundo lugar decidiu-se empenhar a projeção da estabilidade no flanco sul, designadamente no que diz respeito ao apoio às missões no Iraque e Afeganistão, e à complementaridade entre a NATO e a União Europeia em diálogo com os parceiros no Mediterrâneo, designadamente a Jordânia», afirmou António Costa.

«E em terceiro lugar, decidiu-se reforçar a cooperação com a União Europeia e a declaração conjunta ontem assinada é particularmente importante neste sentido, tendo em vista uma nova operação marítima no Mediterrâneo Central em apoio e para complementar a Operação Sofia, que a UE vem desenvolvendo no Mediterrâneo», acrescentou.

Empenho de Portugal

O Promeiro-Ministro referiu que «no que respeita a Portugal, estamos empenhados nas duas dimensões da aliança atlântica».

Assim, «continuamos empenhados nesta frente leste com a presença que temos nos Estados Bálticos, quer com a nossa Força Aérea, quer com a Marinha, quer com o Exército, mas também com o empenhamento que temos em participar neste reforço e nova atenção da NATO para o flanco sul da Organização». Contudo, assinalou, «teremos um empenhamento especial na dimensão da segurança marítima, integrando a operação da NATO no Mediterrâneo Central».

Ciberdefesa

«Finalmente, decidiu-se um reforço da nossa ação num domínio hoje crescentemente importante para a segurança em geral, que tem a ver com o ciberespaço», disse o Primeiro-Ministro.

Nesta área, «por um lado aderimos ao centro de excelência da NATO na defesa do ciberespaço que funciona na Estónia; por outro lado, afirmamos a importância que vai ter a futura academia de Oeiras na formação em ciberdefesa».

António Costa afirmou que «este será um contributo muito importante em que nos envolveremos e que é um bom exemplo de como as atividades de segurança e defesa podem apoiar o desenvolvimento científico, tecnológico e simultaneamente beneficiar também desse mesmo desenvolvimento científico e tecnológico produzido em Portugal».

«Essa é uma área importante na qual estamos empenhados e nós queremos envolver», disse ainda o Primeiro-Ministro.

O Primeiro-Ministro foi acompanhado pelos Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Defesa Nacional, Azeredo Lopes.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa com o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o Presidente da Polónia, Andrzej Duda à chegada para a Cimeira do Altântico Norte, Varsóvia, 8-9 julho 2016 (Foto: NATO)